Mercadante quer que CPI apure estatal no governo FHC

A base aliada ao governo deve propor na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras que as investigações sobre a estatal retrocedam ao governo de Fernando Henrique Cardoso. Tem de fazer um balanço da empresa.

Agência Estado |

Só vai discutir a empresa neste governo por quê?", indagou o líder do PT no Senado, Aloizio Mercadante (SP). "Vamos analisar toda a história da Petrobras e ver se a empresa melhorou ou não", completou o petista. A comissão, que tem o objetivo de apurar eventuais irregularidades na Petrobras e na Agência Nacional de Petróleo (ANP), deve ser instalada hoje à tarde.

Com maioria expressiva na CPI (oito do total de 11 votos), os líderes governistas vão colocar em campo a tropa de choque para dificultar as investigações. A ideia é eleger o senador João Pedro (PT-AM) como presidente e o líder do governo, senador Romero Jucá (PMDB-RR), como relator do inquérito. A proposta do DEM de eleger o senador Fernando Collor de Mello (PTB-AL) foi por água abaixo depois que o ex-presidente da República ficou carimbado como candidato da oposição. No entanto, mesmo se instalada hoje, a comissão só vai funcionar efetivamente a partir de agosto, quando os senadores voltarem do recesso parlamentar.

Além da CPI da Petrobras o Conselho de Ética do Senado também deverá ser instalado hoje. Os líderes governistas também escolheram senadores da chamada tropa de choque e, com isso, pretendem blindar o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), alvo de pedido de representação por quebra de decoro parlamentar apresentado há duas semanas pelo PSOL.

O senador Antonio Carlos Valadares (PSB-SE) está cotado para assumir a presidência do Conselho. O DEM e o PSDB já avisaram que o apoiam, enquanto o PMDB ainda resiste à escolha do socialista. Assim como na CPI da Petrobras, os governistas também são maioria expressiva no Conselho: dez do total de 15 integrantes deverão votar pelo arquivamento do pedido de cassação de Sarney. A ideia é também deixar o Conselho de Ética funcionar apenas depois do recesso parlamentar.

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