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Mercadante diz que eleição de Collor é fruto de aliança espúria

BRASÍLIA - O líder do PT no Senado, Aloízio Mercadante (SP) criticou a vitória do senador Fernando Collor (PTB-AL) para presidir pelo próximo biênio a Comissão de Infra-Estrutura (CI). Na avaliação do petista, a eleição de Collor só foi possível devido a uma aliança espúria entre PMDB e PTB.

Carol Pires, Último Segundo/Santafé Idéias |

É uma aliança espúria entre o senador Renan e o senador Fernando Collor que interferiu no direito legítimo e democrático da bancada do PT de indicar a senadora Ideli, alegou o senador.

Collor respondeu que repele a declaração do líder do PT, e que ele deveria respeitar seus colegas de Senado. Eu repilo [a afirmação de Mercadante]. Espúria ele vá procurar saber onde vai achar. Relação espúria não, foi um acordo inteiramente aberto que todo mundo participou, todo mundo soube. O senador Aloízio Mercadante precisa medir um pouco suas palavras para respeitar seus companheiros aqui do Senado, disse.

Nesta quarta-feira, o senador Fernando Collor (PTB-AL) venceu a disputa pela presidente da CI por 13 votos contra 10 da senadora Ideli Salvatti (PT-SC), graças a uma manobra do senador Renan Calheiros (PMDB-AL), que trocou os senadores peemedebistas da comissão por outros de sua confiança, que garantiram voto em Collor.  

Pelo princípio da proporcionalidade, prevista no regimento interno do Senado, a indicação para presidência do colegiado era de direito do PT. Porém, o cargo foi prometido ao PTB pelo senador José Sarney (AP), durante a campanha que o elegeu no Senado, em 2 de fevereiro. Por falta de consenso, a disputa foi para o voto.  

Renan Calheiros alega que não poderia ter deixado de cumprir uma promessa que fez durante a campanha de Sarney. "O PMDB honrou o compromisso que tinha feito na campanha para a presidência do senado. PT, PR e DEM. A senadora Ideli é uma pessoa muito correta. Pena que ela tivesse que pagar o preço desse equívoco político", disse.

Prioridades 

De acordo com Fernando Collor, enquanto estiver à frente da Comissão de Infra-Estrutura (o mandato vale por dois anos), ele irá contribuir com o governo para aprovar os projetos relativos ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), o qual considera uma das iniciativas mais importantes do País desde Getulio Vargas, passando por Juscelino Kubitschek. 

O PAC é um programa indutor de investimentos e, portanto, de desenvolvimento. É um programa que todos nós devemos sobre ele nos debruçar para fazer caminhar mais rapidamente e cobrar os resultados destes investimentos para que a população brasileira possa sentir os benefícios, defendeu o senador.

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