Mercadante diz que deixará liderança do PT em twitter

O senador Aloizio Mercadante (PT-SP) anunciou hoje por meio de seu perfil do twitter que renunciará à liderança do PT no Senado em discurso na tarde de hoje da tribuna do plenário. O petista refutou a hipótese de alguns correligionários de que se manteria no posto mesmo após a sessão de ontem do Conselho de Ética da Casa, em que foram arquivadas as 11 ações movidas contra o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP).

Agência Estado |

"Eu subo hoje à tribuna para apresentar minha renúncia da liderança do PT em caráter irrevogável", sentenciou Mercadante. "Saio da liderança para disputar, junto à militância, a concepção do PT que eu acredito", completou. Mercadante ainda anunciou na rede de microblogs que o seu discurso deverá ser lido após às 15 horas, "em razão do prolongamento da sessão da manhã".

A situação de Mercadante frente à bancada petista se tornou insustentável na tarde de ontem, em decorrência do encaminhamento que deu à bancada no Conselho de Ética. Avesso à ideia de arquivar todas as ações contra Sarney, o líder se recusou a ler nota do presidente do PT, Ricardo Berzoini (SP), que orientou a bancada a minar uma eventual abertura de processo contra o presidente da Casa. Mercadante ainda contrariou a orientação de Berzoini e disse que a posição de arquivar todas as ações contra Sarney não seria a melhor maneira de solucionar a crise política no Senado.

O imbróglio entre o líder da bancada no Senado e outras lideranças do partido teve início quando Mercadante divulgou à imprensa, no começo de julho, uma nota em que a bancada petista na Casa se posicionava favorável ao licenciamento de Sarney do comando do Senado. Repreendido na época pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o líder petista retratou-se diante da imprensa e disse que a bancada do partido se alinhava ao discurso do Planalto.

Duas semanas após a saia-justa, Mercadante voltou a pedir a licença de Sarney, em decorrência de novas denúncias de que o peemedebista teria intercedido pela contratação do namorado de sua neta no Senado. Diante a insistência de Mercadante, o ministro de Relações Institucionais, José Múcio Monteiro, desautorizou a posição do petista na Casa. "O que nós avaliamos é que isso não é um movimento do PT", disse.

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG