Menor diz que era torturada diariamente por empresária

A empresária Silvia Calabresi iniciou as sessões de tortura na menor L.R.

Agência Estado |

S., de 12 anos, exatos três meses após receber a menina em sua casa como filha adotiva. Ela afirmou ainda que as torturas eram diárias. As revelações foram feitas hoje durante depoimento de L.R.S. ao juiz José Carlos Duarte, da 7ª vara criminal de Goiânia, onde o caso está sendo julgado. "Eu rezava todos os dias, pedindo a Deus para me livrar daquilo", afirmou a menina durante audiência que foi acompanhada pela sua mãe biológica, Joana D'Arc da Silva, acusada de ter entregue a menor à empresária mediante pagamento.

L.R.S. foi vítima de tortura, maus-tratos e cárcere privado. Ela foi liberta no dia 17 do mês passado durante invasão, pela Policia Civil, ao apartamento da empresária. No depoimento de hoje, a menina revelou também que as agressões antecederam a chegada da empregada doméstica Vanice Maria Novaes, contratada para trabalhar na casa da empresária.

Porém, em vez de se tornar testemunha dos maus-tratos, Vanice passou a vigiar os passos da menor. "Ela tinha de contar o que eu fazia, se trabalhava e cumpria as tarefas", disse L.R.S.. "Mas a tia Silvia ligava pra casa e perguntava se me deixava de castigo ou não. Ela (Silvia) era quem mandava", disse. "A Vanice fofocava tudo", afirmou a menor. "Mas era a tia Silvia que mandava me acorrentar e ela (Vanice) obedecia."

Sanidade mental

Ontem, o advogado de defesa, João Carvalho Matos, pediu ao Tribunal de Justiça (TJ) de Goiás a realização de exame de sanidade mental na empresária. Pedido semelhante foi rejeitado na semana passada pelo juiz José Carlos Duarte. O advogado também apresentou pedido de trancamento da ação penal contra o marido da empresária, o engenheiro civil Marco Antônio Calabresi Lima, e o filho, Thiago Calabresi Lima, Além de propor a suspensão do processo.

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