Menina de três anos sofre com falta de medicamento na Bahia

SALVADOR - Uma criança de três anos, vítima de uma doença grave, rara e incurável, sofre com a falta de medicamento, que é fornecido pela Secretaria de Saúde da Bahia.

Redação |

A pequena Alice sofre de Niemann-Pick tipo C. O mal atrapalha principalmente o desenvolvimento neurológico, prejudica o tônus muscular, o equilíbrio e a coordenação motora. Sem o medicamento Zavesca, que custa R$ 17 mil reais cada caixa, a menina tem dificuldade de sustentar o corpo, mesmo quando está sentada, além de ter o sistema imunológico afetado.

Segundo a Secretaria, a medicação é a única forma conhecida de amenizar a doença. Questionada sobre os atrasos na entrega dos remédios, a assessoria se defende dizendo que o processo é muito demorado e lento, já que a medicação é importada e que a burocracia para consegui-la é muito grande.

Temos que pedir autorização a Procuradoria do Estado. Quando a Procuradoria aprova nós efetuamos a compra, que é intermediada pela Anvisa. Como o medicamento é importado leva um certo tempo já que tem que passar pela alfândega ainda, disse uma assessora da Secretaria.

Uma caixa do remédio dura em média um mês e, segundo a mesma assessora o processo para trazê-lo para o Brasil demora de dois a quatro meses. Tentamos solucionar o problema fazendo pedidos maiores de quatro a cinco caixas, assim suprimos a necessidade da menina, mas mesmo assim, as vezes atrasa, disse. Pior, nem podemos fazer um pedido muito grande, de 10 ou 15 caixas, para deixar armazenado, pois o medicamento é caro e nós temos um orçamento rigoroso, completou.

A menina, moradora de Salvador, é a única no Estado da Bahia que tem essa doença. Para conseguir o medicamento necessário, seu pai teve que entrar na Justiça e conseguir, através de liminar, que o remédio fosse entregue periodicamente.

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