CURITIBA - Uma menina de nove anos, chamada Lavínia Rabech da Rosa, foi encontrada morta em casa, em Curitiba (PR), com sinais de estrangulamento e violência sexual, na madrugada deste domingo. A Polícia Civil do Paraná apontou um homem identificado como Mariano, de 45 anos, como suspeito pelo crime. Ele nega.

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 O morador de rua, foragido da Colônia Penal do Estado, foi preso em flagrante. O crime aconteceu no bairro Atuba, na periferia da capital paranaense.

A mãe da criança, Maura Rosa, relatou à polícia ter chegado em casa, por volta das 23h30 de sábado, e encontrado a garota deitada na cama e ouvido roncos. Maura olhou debaixo da cama da filha e encontrou Mariano dormindo.

Ao perceber a mulher, Mariano teria tentado fugir, mas foi alcançado

AE
Velório da menina morta no Paraná
Amigos e familiares vão ao velório
por vizinhos. Ele foi quase linchado pelos moradores. Depois de ser atendido no Hospital Cajuru, Mariano foi levado ao Centro Integrado de Atendimento ao Cidadão (Ciac), da Polícia Civil, onde está detido.

De acordo com o investigador Francisco Costa, do Ciac, Mariano era foragido da Colônia Penal do Estado e alvo de dois mandados de prisão. Exames do Instituto Médico Legal (IML) vão indicar se houve abuso sexual. O laudo deve ficar pronto dentro de 30 dias. Se confirmada a violência sexual, este será o terceiro caso contra crianças no Paraná em cerca de dez dias.  

Casos parecidos

Reprodução

Foto da menina Rachel, de 9 anos, no Orkut

Recentemente, alguns casos semelhantes a esse têm sido registrados no Estado do Paraná. No último dia 5, o corpo da menina Rachel Maria Lobo Genofre, de 9 anos, foi encontrado dentro de uma mala abandonada num local próximo à Rodoferroviária de Curitiba.

O laudo do IML indicou que a criança sofreu violência sexual e a morte ocorreu por asfixia. Rachel desapareceu dois dias antes de sua morte após sair da escola onde estudava, na capital paranaense.

A polícia do Paraná tinha como principal suspeito pelo crime o ex-presidiário e desenhista industrial Jorge Luiz Pedroso Cunha. De acordo com a Secretaria de Segurança Pública (SSP), ele teria confessado envolvimento em outro caso de pedofilia, ocorrido no litoral do Paraná, mas negado qualquer participação na morte de Rachel.

Um teste de DNA foi feito para comprovar a participação de Jorge Luiz no crime, mas o resultado deu negativo.

No último dia 10, a polícia do Paraná encontrou o corpo de uma menina de 8 anos abandonado no meio de um matagal em Castro, a cerca de 150 quilômetros de Curitiba. Segundo a polícia, a vítima apresentava sinais de violência sexual e estrangulamento.

A menina estava desaparecida desde a tarde do dia anterior, quando tinha saído para brincar e não retornou. O caso ainda não foi solucionado.

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