Menina de 7 anos é levada à delegacia em Campinas após brigar na escola

CAMPINAS - Uma menina de 7 anos foi levada por policiais militares a uma delegacia, na cidade de Campinas, a 93 km de São Paulo, após brigar com uma colega da mesma idade, na quarta-feira. A escola estadual Doutor Disnei Francisco Scornaienchi, onde ela estuda, alegou que a criança tentou agredir professores e diretores.

Redação |

Segundo a conselheira Eliana Pereira, do Conselho da Criança e do Adolescente de Campinas, o que aconteceu foi uma violação aos direitos da criança, já que menores de 12 anos não podem ser levados a delegacias.

Eliana afirma que a criança tem um distúrbio de comportamento e faz tratamentos com neuropediatras e psicólogos na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), além de tomar dois remédios por dia. "É uma menina frágil, mas que em alguns momentos fica nervosa e não se controla", diz.

A mãe da menina afirma que sempre leva atestados à escola para comprovar a situação especial da filha.

Segundo Eliana, porém, a escola não está preparada para lidar com as especificidades da menina e suas crises. Na quarta-feira, ela teria pegado o doce de uma colega, que reclamou. Descontrolada, teria dado um tapa na cabeça da amiga e, por isso, foi encaminhada à diretoria.

"A escola costuma ameaçar que vai levá-la para o Conselho Tutelar e, na quarta-feira, chamaram a Polícia Militar, que disse que ela iria para a delegacia. Imagino que ela morreu de medo e por isso tentou bater nos professores e policiais", alega a conselheira. "Ela ficou assustada com toda a situação".

O irmão da menina, de 21 anos, foi buscá-la na delegacia e acionou o Conselho Tutelar.

Eliana afirma que conversará com a diretoria estadual de educação para que casos como este não voltem a acontecer.

Procurada, a Secretaria Estadual de Educação, que responde pela escola, disse que a Ronda Escolar não foi chamada, mas que, "coincidentemente, os policiais chegaram à escola para visita de rotina no mesmo momento em que se deram os fatos.

A  Secretaria afirma ainda a Diretoria de Ensino Campinas abrirá uma sindicância para julgar os procedimentos adotados pela diretoria da escola. Além disso, será realizado um acompanhamento semanal da estudante com psicólogos e psicopedagogos.

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