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Mendes diz ser responsável por PF menos midiática

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, atribuiu à própria atuação as razões para a redução de operações tidas como espetaculares e midiáticas da Polícia Federal. Eu tenho a impressão de que isso mudou e eu não recuso os méritos, afirmou em entrevista coletiva concedida hoje.

Agência Estado |

Desde que assumiu o mandato, Mendes fez críticas à exposição de presos à imprensa, ao uso de algemas indiscriminado, à suposta banalização do uso de grampos telefônicos e até ao uso pelo Judiciário dos nomes dados pela Polícia Federal às suas operações.

Por conta desse discurso, recebeu críticas, inclusive no meio Jurídico, de que fala demais. "Não falei demais. Talvez tenha havido muitas condições para eu me pronunciasse", afirmou. "Aqueles que querem aplausos não podem integrar a Corte, tem que procurar outros caminhos. Aquele que está no Supremo não tem medo de polêmicas e críticas."

Crítico da atuação do diretor afastado da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Paulo Lacerda, Mendes afirmou que a participação de agentes da Abin em investigações da PF mostraria haver descontrole das atividades de inteligência e riscos à cidadania. "Estava se criando um super sistema e de forma anárquica", disse. "Infelizmente em relação aos meus temores, eu não errei. Aquilo que apontei quanto ato estado policial era muito mais grave do que todos nós imaginávamos."

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