Melhora de tratamento não pode banalizar Aids, diz Temporão

BRASÍLIA - Ao comentar os resultados da pesquisa sobre o comportamento sexual dos brasileiros, o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, disse que a melhoriaa nos tratamentos do HIV não podem levar a sociedade a uma banalização da doença. Entre os dados, o levantamento mostrou que, em 2008, 46,5% dos brasileiros entre 15 e 64 anos disseram ter usado preservativo em todas as relações sexuais com parceiras eventuais nos últimos 12 meses. Em 2004 esse número era de 51,6%.

Severino Motta, repórter em Brasília |

O tratamento universal melhorou a vida das pessoas que vivem com Aids. E permitiu que essas pessoas continuem suas vidas, isso é bom. Mas há um dado importante, a cada ano são cerca de 33 mil novos casos de Aids registrados. Isso mostra que o tratamento, apesar de necessário, não resolve todos os problemas, não se pode banalizar a doença, disse.

Entre as medidas do ministério consta a ampliação da distribuição gratuita de preservativos, uma vez que, segundo Temporão, o percentual daqueles que usam a camisinha é maior entre os que adquirem o produto de graça.

Além da ampliação na distribuição de camisinha, o ministério vai passar a a atuar na internet de forma mais efetiva. Isso porque a pesquisa revelou que 10,5% dos jovens já conseguiram um parceiro sexual por este meio.

Haverá mapeamento de locais como blogs que tenham como temas encontros casuais, traições, sexo sem camisinha. Vamos entrar e polemizar, levantar questões, alertar, disse ele, acrescentando que tal dado é uma novidade para a realidade brasileira.

O pessoal acha que a velhinha fica em casa fazendo crochê e ela já está ligada na internet. Isso é novidade para o governo, é uma realidade para lidar.

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