Meira diz que viu com revolta agressão de índios contra engenheiro da Eletrobrás

BRASÍLIA - O presidente da Fundação Nacional do Índio (Funai), Márcio Meira, disse que viu com revolta a agressão dos índios da etnia caiapó ao engenheiro da Eletrobrás Paulo Fernando Rezende, na última terça-feira, em Altamira, no Pará.

Agência Brasil |


Vi com muita revolta [a agressão], porque acho que não há justificativa, em hipótese alguma, de uso da violência em qualquer hipótese, seja por quem for, seja por branco, seja por índio. O mecanismo para se discutir e debater qualquer ação do Estado, qualquer atitude no regime democrático, tem que se dar pelo diálogo, afirmou.

O engenheiro foi ferido por um golpe de facão no braço depois de uma exposição sobre a construção da Usina de Belo Monte, um dos principais projetos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

Meira afirmou que a Funai, a exemplo do que já tem feito com outros grupos indígenas, continuará dialogando com os caiapó.

O presidente da Funai deu as declarações ao chegar ao Palácio do Planalto para uma reunião com a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff.

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