Mais de 500.000 cubanos se reuniram neste domingo na Praça da Revolução em Havana para assistir ao Show pela Paz do cantor colombiano Juanes, que provocou a ira dos anticastristas exilados nos Estados Unidos.

Vestida de branco, como pedira o autor da música "La Camisa Negra", a multidão se amontoou desde cedo perto do gigantesco palco, desafiando um calor de mais de 30º C. O show, que começou às 15H00 de Brasília, está sendo transmitido ao vivo nos Estados Unidos e por diversos países da América Latina e da Europa.

Cerca de 200 jornalistas viajaram à ilha comunista para cobrir o evento, o segundo "Show pela Paz" depois do que foi organizado no ano passado na fronteira entre a Colômbia e a Venezuela.

A iniciativa suscitou a ira de muitos exilados cubanos em Miami (Flórida, sudeste dos EUA), feudo do anticastrismo, onde moram Juanes e sua família. O cantor recebeu ameaças de morte, e seus discos foram quebrados a golpes de martelo.

O colombiano de 37 anos garantiu que o show "não tem nada a ver" com a política.

"Estou seguro de que este tipo de intercâmbio cultural não afeta as relações entre Estados Unidos e Cuba", declarou, por sua vez, o presidente americano, Barack Obama, ao canal de TV em espanhol Univision.

Porém, ressaltou Obama, "não se deve exagerar a importância" deste tipo de evento nas relações entre Washington e Havana, que melhoraram um pouco desde a chegada do atual presidente ao poder.

O dirigente venezuelano Hugo Chávez não poupou elogios ao evento, que qualificou de "maravilhoso".

Além de Juanes, tocam no "Show pela Paz" de Havana 14 outros artistas, entre eles o espanhol Miguel Bosé, o italiano Jovanotti e as bandas cubanas Orishas e Van Van.

Juanes vai tocar neste domingo a música "Cubano Soy", escrita especialmente para o evento e apresentada como uma homenagem "à família cubana do interior e do extterior do ponto de vista de um colombiano que mora em Miami".

mis/yw

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