Medo com bancos nos EUA persiste e índice recua 1,25%

Por Aluísio Alves SÃO PAULO (Reuters) - A Bovespa voltou às operações após o recesso de Carnaval no mesmo tom negativo, marcado pelo pessimismo de Wall Street com novos sinais de recessão e com a fraqueza dos bancos nos Estados Unidos.

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O Ibovespa terminou o dia desvalorizado em 1,25 por cento, aos 38.231 pontos, depois de ter chegado a tocar no pior patamar em cinco semanas. O pregão encurtado da Quarta-feira de Cinzas restringiu o giro financeiro a 2,78 bilhões de reais.

Logo no início do dia, os investidores foram recepcionados com a notícia de que as vendas de moradias usadas nos EUA caíram em janeiro mais do que o esperado por economistas, reforçando a leitura de que a recessão no país está se alongando e se aprofundando.

Em outra frente, os investidores continuaram repercutindo rumores de que o governo norte-americano está cada vez mais próximo de estatizar grandes bancos combalidos pela crise.

Esse temor foi parcialmente contido após o presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, afirmar que o governo considera a possibilidade de ter uma participação minoritária em grandes bancos, mas descartou a estatização.

No final, os principais índices de Wall Street fecharam com perda de pouco mais de 1 por cento, depois de terem beirado os 3 por cento de queda.

Na bolsa paulista, Embraer ampliou a pressão sobre o Ibovespa, despencando 11 por cento, a 6,98 reais, emendando a terceira sessão seguida de forte queda, depois de a fabricante de aeronaves ter anunciado corte de 20 por cento dos funcionários e redução nas previsões de entregas para 2009.

Mas o setor que mais pesou no índice foi o de mineração e siderurgia, sob liderança de Vale, que caiu 4,6 por cento, a 26,51 reais. Companhia Siderúrgica Nacional foi a pior do segmento, com declínio de 4,9 por cento, a 32,01 reais.

Além disso, os investidores parecem não ter gostado dos resultados do quarto trimestre apresentados pela manhã pelo Itaú Unibanco, cujas ações recuaram 1,1 por cento. O presidente-executivo do grupo, Roberto Setubal, ainda avisou que pode reduzir as previsões de crescimento da carteira de crédito do banco para 2009.

Seus concorrentes, ao contrário, tiveram um dia positivo. Bradesco subiu 2,4 por cento, a 21 reais. Banco do Brasil cresceu 1,9 por cento, a 13,90 reais.

Do mesmo lado, Petrobras avançou de 1,82 por cento, a 26,25 reais, na cola da alta de mais de 6 por cento na cotação do barril do petróleo.

(Edição de Alexandre Caverni)

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