Novas assembleias devem acontecer quinta-feira. Categoria reivindica aumento de 38,7%

A greve nacional dos médicos-residentes continua nesta quarta-feira (18) e não tem previsão para acabar. Os residentes rejeitaram proposta do governo federal de reajuste de 20% da bolsa-auxílio de R$ 1.916,45 e decidiram manter a paralisação.

Os médicos-residentes entraram em greve na terça-feira (17). Eles reivindicam 38,7% de aumento, sob o argumento de que a bolsa de hoje está congelada desde 2007. A paralisação atinge mais de 80% dos 22 mil residentes do país, segundo a Comissão de Nacional de Greve, coordenada pela Associação Nacional de Médicos Residentes (ANMR).

“A categoria mantém canal de negociação com os ministérios da Educação e da Saúde e aguarda nova proposta. Se a oferta for adequada ao nosso pleito, voltamos imediatamente às nossas atividades”, esclareceu o presidente da ANMR, Nívio Moreira Junior. Devem ocorrer novas assembleias nesta quinta-feira (19), no estado de São Paulo.

No Rio de Janeiro, a paralisação conta com a adesão de 4.620 médicos-residentes, sendo 950 nos seis hospitais federais do estado – Andaraí, Bonsucesso, Lagoa, Ipanema, Cardoso Fontes e Servidores do Estado. Segundo a assessoria do Ministério da Saúde no Rio, os atendimentos estão ocorrendo sem maiores problemas nas unidades. Apenas alguns atrasos considerados normais têm ocorrido.

A AMRRJ planeja reunir mais de mil residentes quinta-feira (18) às 11 horas na Cinelândia, centro do Rio, em manifestação pelo aumento da bolsa em 38%, a instituição dos auxílios moradia e alimentação, além da correção dos valores futuros da bolsa-auxílio, usando como base a inflação e o aumento do salário mínimo.

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