Médicos voltam ao trabalho nas emergências de PE

O fim do impasse entre médicos demissionários das emergências dos hospitais públicos e o governo estadual, através de acordo aprovado em assembléia na noite de ontem, pôs fim à crise iniciada há cerca de quatro meses. Mesmo demissionários, os médicos voltaram naturalmente ao trabalho nas emergências depois do acordo, porque os pedidos de exoneração encaminhados pelo Sindicato dos Médicos de Pernambuco (Simepe) não foram homologados pelo governo.

Agência Estado |

Mas as emergências ainda continuam em situação complicada. Hoje, a emergência do Hospital da Restauração - a maior do Estado - recebeu o dobro da sua capacidade. Situação semelhante se repetiu na emergência do Hospital Getúlio Vargas, mesmo com o retorno dos profissionais. Mantida a orientação de receber exclusivamente os casos muito graves nas emergências, a expectativa dos diretores dos hospitais é a de que a situação irá se regularizar aos poucos.

Para isso, o Simepe irá cobrar o cumprimento de itens do acordo assinado com o governo que inclui - entre outros - contratação temporária de médicos para reposição de profissionais e garantia de escalas integrais, aprimoramento de política de compra e distribuição de medicamentos e suprimento de leitos para atender às necessidades das unidades.

Os médicos plantonistas e diaristas terão reajuste de 61% no salário-base escalonado em três vezes. De imediato os plantonistas passam de R$ 2,9 mil para R$ 3,8 mil e chegam a R$ 5 mil em setembro de 2010. Os diaristas, que ganhavam R$ 1,9 mil passam a ter um salário de R$ 2,528,00 e alcançam R$ 3.060,00 em junho de 2010. A gratificação de produtividade será de R$ 400,00 para todos.

Mais greve

Depois de uma paralisação de advertência realizada ontem, contra a criação de fundação pública de direito privado para gerir a saúde em Pernambuco, o Sindicato dos Trabalhadores de Saúde e Seguridade Social de Pernambuco (SindSaúde) decidiu entrar em greve por tempo indeterminado a partir de segunda-feira.

O sindicato abrange enfermeiros, laboratoristas, técnicos, auxiliares de enfermagem e pessoal da administração. Diante das dificuldades que poderão ocorrer com a paralisação, o hospital de campanha das Forças Armadas, que funciona desde o dia 8 de setembro, atendendo por dia cerca de 40 pessoas com problemas simples e de baixa complexidade, vai continuar instalado no Recife.

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