A organização Médicos Sem Fronteiras negou hoje que tenha elaborado um manual de segurança exclusivo para médicos, enfermeiros e auxiliares do Rio que trabalham em áreas de risco, como informou a prefeitura da capital fluminense. Segundo o diretor-executivo da organização no Brasil, Eric Stobbaerts, a cartilha foi feita pelos profissionais durante a realização de uma das oficinas de capacitação em gestão de risco ministrada em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde.

Segundo a Médicos Sem Fronteiras, o trabalho é feito com equipes do Programa de Saúde da Família e profissionais que atuam com população de rua.

"É importante ressaltar que a oficina não é um trabalho realizado exclusivamente no Rio de Janeiro, já tendo sido promovida em outros municípios do Rio, como Duque de Caxias e Teresópolis, e Estados como Minas Gerais e Rio Grande do Sul", afirmou Stobbaerts. Ontem, o prefeito da capital fluminense divulgou um relatório da Secretaria de Saúde que aponta o registro de tiroteios, invasões, ameaças a profissionais de saúde, assaltos e restrição de abertura de postos na cidade. No documento, são listadas 75 ocorrências graves ocorridas entre 2007 e 2008. A maioria relata tiroteios no entorno de hospitais e postos de saúde que levaram ao fechamento das unidades.

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