Médicos recomendam atenção a DST independente de estado civil

Não importa qual seu estado civil: seja solteiro, casado ou namorando, especialistas recomendam que é sempre preciso estar atento para as Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs). Elas costumam roubar mais do que a saúde física do paciente - mexem também com seu estado emocional, uma vez que pioram muito a qualidade de vida do portador.

Agência Estado |

As DSTs podem ser transmitidas em diversas ocasiões: durante uma transfusão sanguínea, no parto (da mãe para o filho), pelo contato com objetos íntimos. Tudo vai depender da doença. Mas, em boa parte dos casos, elas são transmitidas pelo contato sexual desprotegido (sem o uso de camisinha) com alguém já infectado.

As manifestações também variam de doença para doença. Existem aquelas que causam feridas - como a sífilis, a herpes genital e o cancro mole -, outras provocam lesões como verrugas - caso do condiloma acuminado, mais conhecido como HPV. Em algumas, o principal sintoma é o corrimento - como o linfogranuloma venéreo e a donovanose. Outras doenças, como o HIV e a hepatite B, podem não ter uma sintomatologia tão clara.

O uso de preservativos costuma prevenir a maior parte destas doenças, com exceção do HPV, que pode ser transmitido pelo contato com a pele contaminada e por meio de objetos de uso pessoal, como toalhas, roupas íntimas, vasos sanitários ou banheiras.

No entanto, não existem indicações de exames periódicos para a maioria destas doenças. "A pessoa deve fazer o rastreamento quando houver a suspeita de uma DST", aconselha o infectologista Gustavo Johanson, do Hospital Nove de Julho e do Ambulatório de Medicina do Viajante da Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina. Exceto, explica Johanson, no caso do Papilomavírus Humano (HPV).

Papanicolau

Mulheres com vida sexual ativa devem fazer o exame Papanicolau todos os anos. O Papanicolau é capaz de detectar o câncer de colo do útero, ligado, em 90% dos casos, ao HPV. O exame dá um resultado numa escala de 1 a 4, de acordo com alterações celulares. O 1 representa um colo de útero saudável e o 4 já aponta a presença de um câncer. Segundo Johanson, se a mulher estiver saudável, pode fazer o exame de três em três anos. Se ele apontar alterações, é melhor abreviar este intervalo para um ano.

Ginecologista e obstetra do Hospital Samaritano, Edilson Ogeda diz que as mulheres são as que mais precisam se preocupar com as DSTs. "Elas são mais suscetíveis a este tipo de problema", explica o especialista. Por isso, diz Ogeda, a mulher deve estar sempre atenta à anormalidades no corpo.

Corrimento, ardor, coceira e feridas na região genital podem ser sinais de doenças sexualmente transmissíveis. "Durante a gravidez, devem ser feitas pesquisas para a detecção de DSTs que podem ser passadas da mãe para o filho, como a sífilis, a aids e as hepatites B e C. Se a paciente quiser se sentir mais segura, pode fazer, na rotina anual, exames de sorologia para hepatite B e HIV", avisa o médico.

"Pode soar careta, mas a verdade é que a monogamia, a fidelidade e o preservativo ainda são a melhor forma de se evitar uma DST", diz Ogeda, do Samaritano.

Lola Félix

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