Médicos reclamam da segurança em hospitais de São Paulo

A falta de segurança nos hospitais de São Paulo não é problema novo. A tentativa de resgate de um preso, na sexta-feira, enquanto era atendido no Hospital Municipal Doutor Alexandre Zaio, zona leste de São Paulo, é o quarto caso registrado na capital desde 2005.

Agência Estado |

Associações de médicos afirmam que o Estado não tem atuado para coibir a ação dos criminosos. “Há negligência e descaso das autoridades com a segurança individual e coletiva da saúde na capital e no Estado”, diz o presidente do Sindicato dos Médicos de São Paulo, Cid Carvalhaes.

“Cobramos diversas vezes dos governos estaduais e municipal e ninguém assume a responsabilidade”, completou Carvalhaes. O presidente da Associação Paulista de Medicina, Jorge Curi, defende a criação de um sistema em que o atendimento de presos seja restrito a determinados hospitais, cuja segurança seria permanentemente reforçada. “Há um problema de contingente policial. Então, o melhor é concentrar o atendimento em locais específicos.”

O último caso de invasão de um hospital por bandidos armados em São Paulo ocorreu no dia 2 de julho de 2008, quando o instrutor de capoeira Ludmar Aparecido de Andrade foi executado a tiros no Hospital Tiradentes, na zona leste da capital. Três homens armados renderam cinco seguranças, entraram na enfermaria do hospital, mataram o instrutor e foram embora sem deixar pistas.

Já o preso resgatado na sexta-feira foi localizado no Hospital Mogi D'Or, onde a equipe médica que o atendia resolveu comunicar à polícia que estava tratando de uma pessoa com ferimento provocado por bala. Segundo a Secretaria de Segurança Pública, após interrogatório, o ferido confessou ter se internado com identidade falsa e revelou o seu nome verdadeiro. Ele estava acompanhado por uma estudante que foi autuada por favorecimento pessoal e liberada em seguida.

Felipe Grandin

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