O presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica do Rio de Janeiro, Sergio Levy, determinou que todos os instrumentos usados há mais de cinco anos devem ser trocados para prevenir a infecção por micobactéria, uma superbactéria resistente a antibióticos. Fizemos uma reunião com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que fez essa recomendação.

Eles também estão elaborando um protocolo mais completo", disse Levy. No Rio, já há dois casos confirmados, um em cirurgia de videolaparoscopia e outro em cirurgia de emagrecimento, afirmou ele. No Espírito Santo, um caso de infecção durante cirurgia plástica foi confirmado e outros três estão sendo investigados.

O surto de contaminação fez com que a Secretaria de Estado de Saúde do Espírito Santo suspendesse, na semana passada, todas as cirurgias de lipoaspiração. Também há casos em Minas Gerais. Segundo Levy, a superbactéria é resistente aos procedimentos de esterilização realizado pelos hospitais, e se localiza principalmente nas cânulas (instrumentos para fazer videocirurgias), que devem ser trocadas periodicamente. A SBCP-RJ recomenda que essa troca seja feita a cada dois ou três anos. "Inicialmente pensou-se em fazer cânulas descartáveis, mas haveria problema na fiscalização, é melhor acompanhar pela nota fiscal", disse ele. O presidente da SBCP-ES, José Renato Harb, considerou a suspensão das cirurgias uma medida exagerada e queixou-se do preconceito em relação à cirurgia plástica. Ele afirmou que um outro surto, em 2007, fez com que a secretaria revisse os métodos de atuação em caso de contaminação por micobactéria.

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