Um marcador radioativo que ilumina células cancerosas que se escondem em mamas de tecido muito denso se mostrou promissor em seu primeiro teste em comparação às mamografias, revelando mais tumores e dando menos alarmes falsos, disseram ontem médicos. O método experimental - molecular breast imaging (MBI) - é uma tecnologia promissora que já está em fase avançada de testes, disse Carrie Hruska, engenheira biomédica da clínica Mayo, de Minnesota, que tem trabalhado no novo teste há seis anos.

O MBI não substituiria as mamografias para mulheres com risco médio de terem a doença. No entanto, ele poderia se tornar uma ferramenta adicional para mulheres com riscos mais altos de apresentar tumores, ou para aquelas com tecido denso demais, o que dificulta a visualização em mamografias. O exame pode ser realizado com menos custo que uma ressonância magnética. Cerca de um quarto das mulheres com mais de 40 anos têm tecidos densos.

As mamografias - um tipo de raio X - são o método mais comum de diagnóstico de câncer de mama atualmente. O MBI usa radiação, também, mas de maneira diferente. As mulheres recebem uma dose intravenosa de um marcador que é mais absorvido por células anormais que pelas saudáveis. Câmeras especiais coletam o "brilho" que essas células passam a ter, e médicos localizam tumores olhando as imagens.

Pesquisadores testaram ambos os métodos em 940 mulheres que tinham tecidos densos e alto risco de câncer de mama devido ao histórico familiar. Foram encontrados 13 tumores em 12 mulheres - oito por MBI, um apenas pela mamografia; dois por ambos os métodos e outros dois por nenhum dos dois métodos (esses tumores foram encontrados mais tarde, em mamografias anuais ou outros testes). Em suma, o MBI encontrou 10 dos 13 tumores e a mamografia, apenas três.

Os próximos testes compararão a eficácia do MBI em relação à ressonância magnética. O principal problema do MBI até o momento é o fato de usar de oito a dez vezes mais radiação que as mamografias.

AP/AE

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