Médicos deveriam ter treinamento específico para diagnosticar dengue, diz especialista

BRASÍLIA - Os profissionais de saúde que trabalham em áreas de incidência de dengue deveriam receber orientação específica para diagnosticar a doença, defende o médico infectologista Paulo Olzon. Na noite desta quarta-feira, em entrevista ao programa Diálogo Brasil, da TV Brasil, ele afirmou que os sintomas da doença são comumente confundidos com outros males.

Redação com Agência Brasil |

Seria interessante fazer um treinamento com esses médicos para que eles tivessem uma uniformidade em relação ao atendimento e aos critérios de diagnóstico. Dengue é uma doença que pode se assemelhar com várias outras. É necessário que haja uma formação de critérios para que se faça um diagnóstico correto.

Nos casos mais freqüentes, o médico explicou que os sintomas relatados podem se assemelhar a doenças como a gripe.

O quadro clássico é acompanhado de dor de cabeça intensa, nos olhos, febre alta, dores pelo corpo e musculares intensas. Se confunde com vários quadros infecciosos como a própria gripe e outros quadros na fase inicial. Por isso acho interessante que haja um certo treinamento do médico no sentido de diferenciar esses quadros.

Olzon afirmou que os tipos de dengue existentes também apresentam diferenças sintomáticas entre si. Na maioria das vezes, segundo ele, o doente não sabe sabe que está contaminado.

Aproximadamente dois terços das pessoas, ou mais, apresentam quadro assintomático [sem sintomas] ou com muito poucos sintomas. Essas pessoas nem notaram que eventualmente apresentaram a infecção.

O infectologista disse que, embora menos letal que a febre amarela, a dengue deve receber atenção especial do governo por não haver vacina para imunizar a população e ser mais disseminada em meio urbano.

Ajuda de outros Estados

Está marcada para esta quinta-feira, às 14h, uma reunião de representantes do Ministério da Saúde e de Secretarias de Saúde de diversos Estados com o Secretário de Saúde do Rio de Janeiro, Sérgio Côrtes. Devem ser tomadas as decisões em relação aos médicos vindos de outros Estados para ajudar no Rio.

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