Médicos deixam hotel no Rio próximo a foco de dengue

O secretário estadual de Saúde do Rio, Sérgio Côrtes, reconheceu que havia focos de larvas de mosquito da dengue no prédio ao lado onde ficaram hospedados médicos do Amazonas, do Rio Grande do Sul e de Mato Grosso do Sul, na Rua Gomes Freire, no Centro do Rio, mas disse que eles foram transferidos de hotel principalmente por causa da localização do hotel.

Agência Estado |

Acompanhado do secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame e do secretário de Esportes e Turismo, Eduardo Paes, Côrtes pediu a líderes comunitários, em reunião realizada no Maracanãzinho, a mobilização de 4 mil guias cívicos que trabalharam nos Jogos Pan-Americanos e no Parapan-Americanos no ano passado, para combater a dengue nas favelas cariocas, mas ouviu das lideranças que antes o Estado deve pagar a alguns dos guias que não receberam os três últimos meses da bolsa-auxílio de meio salário-mínimo, que até agora não foram depositados.

O secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, informou que os recursos para pagar os guias cívicos, entre 14 e 24 anos, viriam da Secretaria Nacional de Segurança Pública e deveriam ser depositados nas contas da Caixa abertas para os guias. Ele prometeu tentar liberar recursos emergenciais junto ao Ministério da Saúde para efetuar o pagamento.

Novas medidas

O governo do Rio de Janeiro anunciou, nesta segunda-feira, um pacote que engloba mais de dez ações na prevenção e combate à dengue no Estado. Entre as medidas, apresentadas após reunião entre secretários estaduais no Palácio Guanabara, está a instalação de quatro novas tendas de hidratação venosa esta semana para atender aos doentes.

Uma delas, que será instalada no quartel do Corpo de Bombeiros no Méier, na zona norte da cidade, será operada por 44 profissionais de saúde do hospital Albert Einstein, que ofereceu a equipe ao Rio sem ônus para o Estado. A unidade funcionará em apoio ao Hospital Municipal Salgado Filho, que está sobrecarregado desde a epidemia.

Eles vão se juntar ao grupo de médicos enviado por outros Estados ao Rio para ajudar no atendimento a pacientes com dengue, que já conta com 27 profissionais do Amazonas, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul.

O secretário afirmou ainda que os médicos do Rio, que reclamam um pagamento por plantão igual ao dos profissionais de outros Estados que virão à capital fluminense para reforçar o atendimento, poderão receber a mesma remuneração de R$ 500. "Não vou polemizar quanto vale um plantão. Quero saber quanto vale uma vida", rebateu Côrtes.

Outra medida anunciada pelo governo é encaminhamento de mensagem à Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro pedindo a aprovação de uma lei que obrigue lojas de material de construção a vender separadamente tampas para caixas d'água. Atualmente, a venda é casada.

No campo da prevenção, a idéia também é mobilizar as 1,6 mil escolas do Estado, que ajudarão a fazer o trabalho de conscientização entre a população, e ainda iniciar a campanha Lixo Zero nas comunidades atendidas pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). São elas: Manguinhos e Complexo do Alemão, na zona do norte e Rocinha, na zona sul.

De acordo com os últimos dados divulgados pela Secretaria Estadual de Saúde, até o dia 2 de abril foram registrados 57.010 casos de dengue do Rio de Janeiro, dos quais 65% são na capital. O total de mortos chega a 67

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