MACEIÓ - Os médicos da rede municipal de saúde entraram em greve e deixaram centenas de pacientes sem atendimento nesta segunda-feira, em Maceió. A paralisação é por tempo indeterminado e atinge até o Programa Saúde na Família (PSF).

Além de melhores condições de trabalho, os médicos do PSF - que recebem em média R$ 3 mil por 40 horas semanais - reivindicam por um salário base de R$ 5 mil e aumento na gratificação. Os médicos que trabalham em unidades de saúde recebem pouco mais de R$ 1 mil para uma jornada de 20 horas e buscam reajuste de 100%.

O presidente do Sindicato dos Médicos de Alagoas, Wellington Galvão, disse que nesta terça-feira a categoria deve fazer mais uma assembleia geral para decidir os rumos da greve. "Estamos realizando visitas a todas as unidades de saúde para arregimentar a categoria e aumentar a mobilização", disse.

O Sindicato dos Médicos informou que tentou várias negociações com o governo municipal, mas não obteve resultado. "O reajuste pedido é de 100%, mas mesmo este aumento não corrige a defasagem acumulada nos últimos anos, pois mesmo com esse aumento o salário ainda fica abaixo da média do Nordeste", justificou Galvão.

A paralisação já atinge o Posto de Atendimento Médico do Salgadinho, o maior da cidade, com mais de mil atendimentos por dia. De acordo com o diretor-geral da unidade, o psiquiatra Humberto Santos, não há atendimento sendo feito pelos médicos dos municípios. Segundo ele, dos 96 médicos da unidade, mais de 80% são do quadro da prefeitura de Maceió. "Isto representa uma dificuldade de lidar com a população enquanto durar a greve", disse.

Santos afirmou que os exames estão sendo realizados, mas os atendimentos médicos são remarcados para assim que a greve terminar, ou seja, as datas ainda estão em aberto. A revolta é grande por parte dos usuários da unidade de saúde, que atende pacientes da capital alagoana e do interior. A reportagem tentou contato com o secretário municipal de Comunicação da prefeitura, Marcelo Fimino, mas ele não foi encontrado.

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