Médico vence eleição para reitor da Unicamp

O médico Fernando Ferreira Costa, 58 anos, venceu a consulta à comunidade da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), realizada nesta quarta e ontem em Campinas, Piracicaba e Limeira, para indicação do novo reitor para o biênio 2009-2012. Costa ficou com 60,97% dos votos válidos.

Agência Estado |

A apuração dos votos terminou a 1h40 de hoje. A bióloga Gláucia Pastore ficou com 39,03% dos votos. O resultado da consulta será encaminhada ao Conselho Universitário da Unicamp. Costa substituirá o professor José Tadeu Jorge, no cargo desde abril de 2005. A posse do novo reitor, o décimo na sucessão do fundador da Unicamp, Zeferino Vaz, será no dia 17 de abril.

Do colégio eleitoral com 1.949 docentes, 1.595 foram às urnas; dos 7.189 funcionários, 5.546 votaram; e dos 24.936 alunos, 2.257 participaram da consulta. A votação foi proporcional: os votos dos docentes representaram três quintos do total, e os votos dos funcionários e alunos, um quinto de cada grupo.

Fernando Ferreira Costa graduou-se pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo em Ribeirão Preto em 1974, onde após fazer residência médica, mestrado, doutorado e livre-docência, atuou como docente entre 1985 e 1989. Fez pós-doutorado na Yale School of Medicine, nos Estados Unidos, e em 1996 foi aprovado como professor titular da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp, da qual foi diretor. Costa foi pró-reitor de pesquisa entre 2002 e 2005, desde quando é coordenador-geral da Unicamp. Tem ao menos 216 trabalhos publicados em periódicos de circulação internacional. Orientou 22 teses de doutorado e 18 dissertações de mestrado.

Para Costa, os principais desafios são manter e elevar o padrão de qualidade da Unicamp em todas as áreas de atuação, em busca de equiparar a universidade com as melhores do mundo. Ele afirma buscar o aumento do intercâmbio nacional e internacional nas áreas de graduação, pós-graduação e pesquisa. O professor também apontou como desafio a criação de uma política de atração de docentes e pesquisadores, e o incremento de ações de extensão e relações produtivas da universidade com empresas, o setor público e a comunidade. Costa também propõe a reestruturação da carreira docente e reposição de vagas decorrentes de aposentadorias, além de uma política salarial fixada em critérios definidos em negociações amplas, em conjunto com o Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas (Cruesp).

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