Médico Roger Abdelmassih é solto em São Paulo

SÃO PAULO - O médico Roger Abdelmassih deixou por volta das 12h desa quinta-feira o 40º Distrito Policial (DP), na Vila Maria, zona norte de São Paulo. Ele estava preso desde o último dia 17 de agosto sob a acusação de ter praticado 56 crimes sexuais contra ex-pacientes. Abdelmassih deixou a delegacia sem falar com a imprensa. Não foi revelado para onde ele iria.

iG São Paulo |

AE

Roger Abdelmassih deixa a delegacia acompanho do advogado

A libertação do médico foi determinada na quarta-feira pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes. Em sua decisão de libertar o médico, o ministro Gilmar Mendes afirmou o pedido de prisão foi feito baseado em dois argumentos: ou prendê-lo ou proibi-lo de exercer a medicina. Como o registro dele no Conselho Regional de Medicina foi suspenso, não há motivos, segundo o presidente do STF, para mantê-lo atrás das grades.

O advogado do médico, o ex-ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos, alegou que o médico é réu primário, tem bons antecedentes, residência fixa e é um profissional renomado e de reputação ilibada.

Abdelmassih teve o registro médico cassado e não pode atuar na profissão.

O caso

Em junho, a Polícia Civil de São Paulo indiciou Abdelmassih por estupro e atentado violento ao pudor contra pacientes , segundo informação do Ministério Público.

Na época, a Promotoria chegou a receber cerca de 70 relatos de supostas vítimas de Abdelmassih. Mulheres que passavam por tratamento contra infertilidade na clínica dele o acusam de ter cometido atos libidinosos, como beijar à força e passar as mãos no corpo delas durante atendimentos.

As vítimas disseram ter surpreendido o médico tocando-as quando começavam a despertar dos efeitos da anestesia que recebiam para os procedimentos de extração ou de implantação de óvulos.

O médico nega as denúncias e alega que em todos seus procedimentos eram acompanhados por enfermeiras e atribui as acusações a alucinações sofridas pelas pacientes pelos efeitos da anestesia

Pelo menos um caso de suposto estupro foi investigado pela polícia. No depoimento que prestou na 1ª Delegacia de Defesa da Mulher, no centro de SP, em junho, Abdelmassih manteve-se calado durante todo o tempo.

Caso o médico seja denunciado e condenado, as penas para os crimes contra cada uma das mulheres serão somadas. As penas para atentado violento ao pudor e estupro variam de 6 a 10 anos de prisão.

*Com informações da Agência Estado

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