Médico Roger Abdelmassih é preso em São Paulo

SÃO PAULO - O médico Roger Abdelmassih, especialista em reprodução assistida, foi preso por volta das 15h30 desta segunda-feira, quando chegava a sua clínica em São Paulo, segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP). Abdelmassih é acusado de estupro e atentado violento ao pudor.

Bruno Rico, repórter do Último Segundo |

A saída do médico da 3ª Delegacia de Polícia Civil foi tumultuada. Ao ser questionado sobre o que teria a dizer em relação às acusações, ele disse: "por enquanto nada. Confio na Justiça". Abdelmassih deve passar a noite no 40º Distrito Policial, na zona norte, que recebe detidos que tenham diploma universitário

AE
O especialista em reprodução humana Roger Abdelmassih, chega ao 40º Distrito Policial, na zona norte da capital paulista, nesta segunda-feira

Roger Abdelmassih chega ao 40º Distrito Policial, na zona norte da capital paulista

A assessoria do preso ainda não se manifestou. O advogado José Luiz Oliveira Lima afirmou que a prisão de seu cliente é ilegal, "uma vez que ele é réu primário e que se apresentou à polícia sempre que foi chamado". Nesta terça-feira, Oliveira vai entrar um pedido de habeas-corpus para o médico.

Prisão

Segundo o delegado Aldo Galiano Júnior, da 3ª Delegacia de Polícia Civil, quando o médico percebeu que seria preso, correu para dentro da clínica e fechou o portão da garagem. No entanto, os policiais conseguiram entrar no consultório e convencer Abdelmassih, que estava trancado no banheiro, a não resistir à prisão.

A polícia preparou a execução da captura antes do médico chegar na sua clínica. Uma delegada foi infiltrada no local onde Abdelmassih atende seus pacientes. Ela disse à secretária que estava aguardando uma amiga que seria atendida. Às 15h15, ouviu a secretária conversando com o médico, por telefone, e soube que ele estava chegando.

A prisão preventiva foi decretada por Bruno Paes Stranforini, da 16ª Vara Criminal da capital paulista. O inquérito, que segue em sigilo de justiça, foi presidido pela delegada titular da Primeira Delegacia de Defesa da Mulher, Celi Paulino Carlota.

O caso

Em junho, a Polícia Civil de São Paulo indiciou Abdelmassih sob acusação de estupro e atentado violento ao pudor contra pacientes , segundo informação do Ministério Público.

Na época, a Promotoria chegou a receber cerca de 70 relatos de supostas vítimas de Abdelmassih. Mulheres que passavam por tratamento contra infertilidade na clínica dele o acusam de ter cometido atos libidinosos, como beijar à força e passar as mãos no corpo das pacientes durante atendimentos.

Pelo menos um caso de acusação de estupro foi investigado pela polícia. Os advogados do médico afirmam que ele nega todas as acusações. 

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