Médico diz que ganho de peso ao parar de fumar pode ser evitado

Especialista em tratamentos para abandono do cigarro, o americano Mitchell Nides diz que ao parar de fumar é preciso iniciar a prática de exercícios para evitar o ganho de peso. Segundo ele, a nicotina acelera o metabolismo, que aumenta o gasto calórico.

Agência Estado |

Quando o corpo está livre da substância, o metabolismo funciona como antes. Surgem os quilos extras. O alerta feito pelo especialista tem como objetivo evitar, além da obesidade, os riscos à saúde causados pelo aumento de peso, como a diabete ou hipertensão. “Mas continuar fumando é pior.”

Por isso, Nides ensina formas de evitar essa armadilha com dieta e atividade física. A mudança de comportamento pode ir além para se evitar situações de estresse e ansiedade. Muitos substituem o cigarro por comida, que aumenta a sensação de prazer no cérebro. A dica do médico americano é prever essa situação e adotar outras medidas para controlar a ansiedade, como exercícios respiratórios. “Parte da sensação de relaxamento do cigarro vem das grandes inspirações ao fumar.”

A psiquiatra Analice Gigliotti, coordenadora do Setor de Dependência Química do Serviço de Psiquiatria da Santa Casa de Misericórdia do Rio, reforça que a nicotina altera a arquitetura do cérebro do usuário de forma que ele passa a associar outros prazeres ao cigarro, o que dificulta a abstinência. Por isso, abandonar o cigarro é uma tarefa difícil.

A taxa de sucesso de abandono do vício está na faixa de 45% entre aqueles que passam por tratamento médico - que geralmente inclui o uso de medicamentos. Entre os que tentam parar sozinhos, o índice é de apenas 5%. “O fumante condiciona determinados estímulos ao uso da nicotina.” Como exemplo disso, Analice cita o hábito de fumar depois do café. “A pessoa começa a fumar porque é gostoso e continua porque é horrível ficar sem.” Os sintomas da abstinência incluem depressão, ansiedade, irritabilidade, inquietação e, claro, muita vontade de fumar. Nides diz que a “fissura” (vontade irresistível) dura 30 segundos e, em duas semanas, ela desaparece. As informações são do Jornal da Tarde .

AE

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