Medicina tibetana prega alimentação saudável para evitar doenças

Nem sempre os tratamentos médicos convencionais conseguem satisfazer os anseios de todos os pacientes. É por isso que muitos recorrem às técnicas alternativas.

Agência Estado |

Em São Paulo, essa prática é difundida pela medicina tradicional chinesa, baseada na acupuntura - uma técnica já disponível até na rede pública. Pouco popular no Ocidente, a medicina tibetana também tem boas propostas, entre elas a alimentação adequada para evitar doenças crônicas.

O professor do Instituto de Medicina Tibetana e Instituto de Astrologia da Índia, médico Pema Dorjee, destaca que a digestão é fundamental para toda a saúde e equilíbrio do organismo. Para medicina tibetana, câncer, tumores, gota e erupções cutâneas decorrem do mau funcionamento do aparelho digestivo, que faria circular pelo organismo uma série de impurezas. Com o tempo, tais impurezas desencadeariam diversos problemas no dia-a-dia.

Para Dorjee, manter uma alimentação adequada é uma medida preventiva. "Comer alimentos frios à noite causa de indigestão", garante. É necessário fazer uma refeição leve nesse horário, porém quente. Pela manhã, ele sugere um copo de água morna. "Ajuda a estimular o sistema digestivo", explica.

Resultados

Qual é o resultado da aplicação de terapias vindas do Oriente na saúde do Ocidente? A médica Anaflávia Freire, especializada em medicina tradicional chinesa, garante que os efeitos da acupuntura estão mais evidentes para a ciência moderna. "É mais fácil mensurar os resultados fisiológicos da acupuntura que os estados mentais que, segundo as medicinas tradicionais, causam desequilíbrios na saúde", compara.

A médica cita uma pesquisa que a Unifesp acaba de concluir com pacientes que sofrem de apnéia obstrutiva. O estudo apontou que os voluntários tiveram a doença reduzida em 80% após 10 sessões com as agulhas.

Pesquisadora das unidade de medicina comportamental da Unifesp, Elisa Harumi Kozasa acredita que já existem pesquisas científicas em todos os tipos de terapias, mas diz que ainda existe um vasto campo para ser explorado. Para ela, mais importante que os resultados é a postura dos pacientes que procuram por tratamentos alternativos. "Eles chegam com a mente mais aberta", diz. Assim, fica mais fácil discutir os problemas que a medicina tradicional ainda é incapaz de solucionar.

Maricy Capitelli e Andressa Zanandrea

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