Medicina antroposófica ajuda o homem a encontrar equilíbrio

Da relação do homem com a natureza ao seu redor, a medicina antroposófica busca as formas de cura e equilíbrio. Todo o medicamento utilizado é extraído de ervas e flores, nada é sintetizado.

Agência Estado |

A fórmula parece velha conhecida dos adeptos de filosofias "naturebas", mas esconde particularidades que diferenciam esses remédios de seus similares: os homeopáticos.

As diferenças começam na hora do plantio. Plantas como a camomila, arnica e boldo são cultivadas de acordo com os princípios da agricultura biodinâmica. No lugar de agrotóxicos, compostos orgânicos preparados com, por exemplo, chifre de boi e esterco.

"Alguns compostos vêm direto da Alemanha, como os preparados que utilizam alumínio", diz Moacyr Copani Filho, há 20 anos trabalhando no cultivo de plantas biodinâmicas. Na hora de colher, mais particularidades. O calendário lunar é que dita as regras. A influência da Lua não fica apenas no campo. No laboratório, o preparo dos medicamentos, chamado de dinamização, só é feito quando a Lua permite. Em dia de eclipse, nada é produzido.

O Sol também é considerado. Das 10h45 às 13h20, período de maior incidência da luz solar, o laboratório pára. Tudo para impedir que qualquer forma de energia não desejada contamine o processo de dinamização. "Na hora em que a dinamização está sendo feita, a porta do laboratório é trancada para ninguém atrapalhar, pois a energia do funcionário é transferida para o produto", diz Adriana Lucena, supervisora de produção do laboratório multinacional Weleda, especializado em medicamentos antroposóficos.

Qualidade de vida

A experiência antroposófica chegou também ao Hospital São Paulo, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Há um ano, funciona no local um ambulatório para gestantes que utiliza a medicina antroposófica. "Conseguimos dar conta de alguns problemas que estão fundamentalmente relacionados à qualidade de vida, como ansiedade e depressão", diz a obstetra e coordenadora do ambulatório, Mary Uchiyana Nakamura.

Emilio Sant’anna

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