Medicina alternativa brasileira se inspira em tribos indígenas

Quando se fala em medicina alternativa é comum lembrar primeiro as práticas orientais para ajudar no tratamento de doenças, como a acupuntura, shiatsu, ioga, entre outras. No entanto, o Brasil também tem a sua medicina alternativa, que se baseia no conhecimento das tribos indígenas, dos afrodescendentes dos quilombos e dos caiçaras.

Agência Estado |

A bióloga Eliana Rodrigues diz que o desafio da comunidade científica é mediar o confronto da "nossa ciência com a ciência desses povos". O diagnóstico das doenças nos grupos étnicos é feito a partir de oráculos, como o jogo de búzios. "Já nos métodos de cura são usadas partes de plantas e animais. Como terapias são feitas rezas, banhos e massagens." O método preventivo usa amuletos.

Os quadros descritos são realidades muito distantes dos consultórios médicos modernos. A medicina nesses grupos é praticada por pais-de-santo, curandeiras, benzedeiras e pajés. No intercâmbio entre os cientistas e os povos, se constatou que ao usar as plantas em tratamentos os grupos também se preocupam com os efeitos colaterais. Uma erva molar macho, por exemplo, é ótima para fazer dormir, mas faz cair a pressão. Para a pesquisadora, o equilíbrio entre essas medicinas ainda é muito frágil.

Maricy Capitelli e Andressa Zanandrea

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