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Médica comemora 25 anos do programa de combate à aids no País

A história da doença que amedrontou a geração dos anos 80 passou pelas mãos da médica Rosana Del Bianco, 53 anos. Pelas suas mãos, passaram os primeiros diagnósticos e, nesta segunda-feira, elas comemoram os 25 anos do programa de combate à doença. http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2008/12/01/atividades_em_varias_regioes_marcam_dia_mundial_de_luta_contra_a_aids_3098364.html target=_topAtividades em várias regiões marcam Dia Mundial de Luta contra a Aids http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2008/12/01/pesquisa_mostra_que_cancer_avanca_entre_hiv_positivos_3099153.html target=_topPesquisa mostra que câncer avança entre HIV positivos http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2008/12/01/tempo_de_vida_de_criancas_com_aids_aumenta_mas_preconceito_continua_3098363.htmlTempo de vida de crianças com Aids aumenta, mas preconceito continua

Agência Estado |

No começo da epidemia, a infectologista pioneira no combate à aids no País inspirava mais receio do que admiração. Eram tempos sem cor, dizia ela aos poucos amigos. E olha a ironia. Eu escolhi a medicina pelo sonho de salvar vidas e logo no começo da carreira deparei com a aids... e não conseguia salvar ninguém, lembra.

Foi em uma tarde de sol sem brilho que a moça, ainda residente, esbarrou no Hospital Estadual Emílio Ribas com o prontuário de um paciente que contrariava os casos tradicionais. Era um cabeleireiro (de 30 anos) que, ao invés de apresentar sintoma de uma só doença, tinha vários ao mesmo tempo, conta. O ano era 1983. Não era tuberculose nem a febre tifóide, que os professores já com anos de experiência arriscavam. Não era nada que a faculdade de Mogi das Cruzes havia lhe ensinado.

A jovem médica tinha só 28 anos quando documentou o primeiro caso de aids do Ribas. Uma amostra dos tantos outros que ela iria cuidar em tantos outros hospitais. Na época, dizer que a pessoa tinha HIV era dar sentença de morte. A sobrevida era de quatro meses. Não tinha um único tratamento. Eu era o único fio de esperança dos pacientes de que tratava. Os médicos diziam que era uma doença passageira. O meu coração, não.

Não foi a única vez que a intuição de Rosana contrariou as profecias da medicina. O trio sexo, drogas e transfusão de sangue já eram conhecidos como tripé da transmissão do HIV. Mas a prevalência (proporção em determinada população) de um grupo nas estatísticas fazia propagar o estigma peste gay. Rosana, porém, apostava que o vírus não tinha preferência por sexualidade. Em 1987, quando os hospitais já viviam os chamados anos de terror e os leitos eram lacrados, Rosana foi chamada para atender uma senhora de 60 anos, infectada pelo marido. Ali, tive certeza: a epidemia era geral.

Recomeço

A frustração tomou conta da médica durante anos. Até que em 1990 chegou, enfim, um tratamento para a doença, o AZT. E três anos depois surgiu o coquetel, combinação de drogas que prolongava a vida dos infectados. A aids deixou de ser uma sentença de morte. E 25 anos se passaram, diz Rosana no Emílio Ribas, onde ainda trabalha. Ela é conhecida por ser uma das mães da queda de 52,4% da incidência de casos, de 57% na transmissão do vírus de mãe para filho e 56,5% da mortalidade por aids. Sem a menor sensação de dever cumprido, ela vive agora um recomeço. Vou três vezes por ano para a África (continente em que 20% da população estão infectados pelo HIV) fazer lá o mesmo trabalho que fiz aqui há duas décadas, diz.

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