A hepatologista Suzane Kioko Ono-Nita, do Serviço de Gastroenterologia Clínica do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, alerta para o aumento dos riscos das pessoas contraírem hepatite A, doença altamente contagiosa, cuja transmissão ocorre, na maioria dos casos, pela ingestão de água ou alimentos contaminados com o vírus. Segundo a médica, com enchentes aumentam o risco de contaminação de rios, lagos, piscinas e mar com água de esgoto.

O consumo de alimentos e de líquidos de procedência desconhecida, comercializados em parques, ruas e praias e o consumo de frutos do mar cru ou mal cozido provenientes de regiões com baixa taxa de saneamento também são formas de contrair a doença, explica a médica. As pessoas que pretendem viajar em férias também devem redobrar os cuidados.

A hepatite A acomete 1,4 milhões de pessoas a cada ano, em todo o mundo, segundo informações da assessoria do Hospital das Clínicas-SP. A transmissão é via fecal-oral, ou seja, o vírus eliminado nas fezes chega à boca pela falta de lavagem das mãos da pessoa infectada. A recomendação é tomar a vacina antes de seguir viagem para áreas de risco da doença. A hepatite A pode ser assintomática ou sintomática. O período de incubação do vírus da hepatite varia de 20-50 dias (ou mais em crianças). As pessoas infectadas podem transmitir a hepatite A antes dos sintomas aparecerem.

AE

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