O Ministério da Educação quer mexer na estrutura dos cursos de jornalismo para permitir que outros profissionais possam, em menos tempo, completar sua formação e atuar na área sem precisar cursar inteiramente uma faculdade de comunicação. Uma comissão para estudar mudanças nas diretrizes curriculares do curso deverá ser formada nos próximos dias.

De acordo com o ministro da Educação, Fernando Haddad, a idéia é permitir que, por exemplo, um economista formado possa fazer apenas as disciplinas de um "núcleo duro" dos cursos de jornalismo, algo em torno de dois anos, para poder obter o diploma. "O jornalismo é um bom caso para essas mudanças, mas não o único. Poderá abrir caminho para outros", disse o ministro.

Haddad ressaltou que o ministério não vai entrar na discussão sobre a obrigatoriedade do diploma, que está sendo tocada pelo Ministério do Trabalho. Mas pretende fiscalizar com rigidez os cursos de comunicação. A área é a próxima a passar pelo processo de avaliação feito já em Direito, Medicina e Pedagogia.

Nos próximos meses, os cursos com avaliações ruins serão visitados e terão que assinar termos de saneamento de deficiências com o MEC. "A comunicação tem uma conexão direta com a questão democrática, assim como o direito, a medicina e a pedagogia", defendeu Haddad, afirmando que um bom jornalismo, como bons médicos, boas escolas e bons advogados, é parte fundamental da democracia.

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