Mau tempo atrasa retorno de lixo tóxico à Inglaterra

RIO GRANDE - O mau tempo vai atrasar a viagem do navio que fará o transporte dos contêineres de lixo doméstico e tóxico importados da Inglaterra que aportaram no País há algumas semanas. Ondas de mais de três metros de altura e ventos de 70 quilômetros por hora prejudicam a entrada e saída de embarcações do Porto de Rio Grande, no Rio Grande do Sul, onde o navio está ancorado.

Redação com Agência Estado |

A previsão inicial era que o navio MSC Oriane deixasse o Porto de Rio Grande hoje às 11h30 e chegasse ao Porto de Santos (SP) amanhã, às 19 horas. O tempo de viagem entre os portos é estimado em 33 horas. Depois, o navio deixaria o País na terça-feira, dia 4, ao meio-dia.


Lixo ilegal chegou ao Brasil em contêineres / AE

Com o atraso, a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), que administra o Porto de Santos, estima que o navio deva chegar a Santos até quarta-feira, dia 5.

Os contêineres serão devolvidos ao porto de origem, na cidade de Felixstowe, na Inglaterra.

Investigação da Polícia Federal

O carregamento de lixo ilegal começou a chegar ao Brasil em fevereiro, mas só em junho a Receita Federal localizou os 64 contêineres. A carga entrou no País como se tivesse sido importada por empresas brasileiras. Na última semana, foram encontrados mais 25 contêineres no Porto de Santos.

A Polícia Federal trabalha com a hipótese de que brasileiros estejam envolvidos no transporte ilegal de lixo . De acordo com a assessoria de imprensa da Polícia Federal, há dois inquéritos para investigar a origem do lixo e por que os contêineres vieram do Reino Unido para o Brasil.

A chefe regional do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), de São Paulo, Ingrid Oberg, considera necessária uma investigação para se constatar a participação de uma quadrilha internacional de exportação de lixo. "Agora que vai começar a investigação", disse.

De acordo com o Ibama, são quatro empresas as responsáveis pela importação dos produtos. Em todos os casos, as empresas importadoras, duas sediadas no Rio Grande do Sul e duas em São Paulo, informaram originalmente que a carga era composta por polímeros de etileno e resíduos plásticos. No Rio Grande do Sul, uma das empresas notificada pelo Ibama já se prontificou a devolver os contêineres com lixo. Todas serão multadas pelo instituto.

O Ibama encaminhou denúncia ao Ministério Público Federal (MPF) e à Polícia Federal para investigar se houve má-fé da empresa importadora. No material encontrado, estariam pilhas, seringas, camisinhas, fraldas usadas e restos de comida.

* Com EFE e Agência Estado

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