SÃO PAULO - As maternidades Santa Joana e Pro-Matre, em São Paulo, adotaram uma redução do uso de antibióticos dentro da UTI neonatal para controlar a resistência aos medicamentos.

Pesquisas mostram que, em unidades de internação do tipo, mais de 90% dos bebês atendidos já receberam antibióticos. E ao contrário do que se imagina, a tendência mundial é reduzir o uso nas infecções mais comuns, afirmou a infectologista Rosana Richtmann, presidente da Comissão de Controle de Infecção dos dois hospitais.

Ela explica que com essa medida é possível evitar a proliferação das infecções e o surgimento de bactérias super-resistentes. As bactérias multirresistentes são o maior desafio dentro dos hospitais e uma das maneiras de reduzir o surgimento delas é evitando o uso do antibiótico, e não usando mais.

A maior dificuldade, de acordo com a infectologista, é lidar com a cultura de prescrição dos médicos e também com suas inseguranças, reafirmando que em muitos casos não é preciso o uso de antibióticos.

Na UTI, há bebês que não conseguem nem comer nem respirar sozinhos. A invasão é grande e o sistema imunológico não está desenvolvido. Há risco altíssimo de infecções, disse.

A melhor maneira de lidar com isso é analisar caso a caso, fazendo exames laboratoriais e um diagnóstico preciso, completou. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo .

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