Material genético de corpos encontrados em Luziânia deve começar a ser analisado nesta segunda-feira

A Polícia Federal (PF) deve começar a analisar nesta segunda-feira o material genético coletado dos seis corpos encontrados no fim de semana no município de Luziânia (GO), que supostamente seriam dos jovens desaparecidos em dezembro e janeiro.

iG São Paulo |

AE
Pedreiro Admar de Jesus indicou aos policiais onde estavam os corpos

Pedreiro Admar de Jesus indicou aos policiais onde estavam os corpos

O material já está no Instituto Nacional de Criminalística, em Brasília, para ser analisado pelos peritos criminais federais.O objetivo é comparar o DNA dos corpos com o material genético fornecido pelos parentes dos jovens.

A expectativa da PF é que os resultados fiquem prontos no máximo em quatro semanas. Caso haja tecidos em boas condições, esse prazo pode ser reduzido para duas ou três semanas.

Duas equipes de peritos da Polícia Federal foram a Luziânia no fim de semana para coletar o material das vítimas.

O caso

Entre dezembro de 2009 e janeiro de 2010, seis meninos com idades entre 13 e 17 anos desapareceram misteriosamente. Eles não se conheciam, mas tinham em comum o fato de todos morarem no Parque Estrela Dalva, que concentra cerca de um quarto dos habitantes de Luziânia  - quarta maior cidade de Goiás, com 203.800 moradores, segundo contagem de 2008 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O Parque Estrela Dalva está situado a 56 quilômetros de Brasília, na periferia.

Todos desapareceram de dia, após realizarem atividades de rotina. O primeiro a desaparecer, em 30 de dezembro de 2009, foi Diego Alves Rodrigues, de 13 anos. Pouco antes das 10h, ele saiu de casa no bairro para ir a uma oficina de carros e não foi mais visto.

A polícia chegou a trabalhar com a hipótese de rebeldia típica de adolescente. O delegado Rosivaldo Linhares disse à época que acreditava que todos os jovens estavam vivos. O núcleo de atendimento a famílias de pessoas desaparecidas da Secretaria de Desenvolvimento Social do DF, que foi à cidade ajudar nas buscas, afirmou que em mais de 80% dos casos de desaparecimento os adolescentes fogem e reaparecem em até um ano.

As mães dos jovens, porém, nunca acreditaram nesta possibilidade. A copeira Sonia Vieira de Lima, mãe de Paulo Victor, que desapareceu no dia 4 de janeiro, era uma delas. "Meu filho não era rebelde e não tinha razão para fugir", disse. "Ele era carinhoso com a família, organizado e trabalhador." O perfil corresponde a quase todos os desaparecidos, segundo os parentes.

(*com informações da Agência Brasil)

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