Banho e pesca são duas atividades bastante procuradas no fim de semana do lago

Eletricista Joel Ferreira pesca na beira do Paranoá
Severino Motta, iG Brasília
Eletricista Joel Ferreira pesca na beira do Paranoá
O fim de semana no Paranoá não é só das lanchas e jet-skis, também há vida desmotorizada no lago. Há quem o usa para pesca e para o banho, aproveitando suas margens até mesmo para um churrasco com a família.

Um exemplo é o baiano Adriano Messias, de 24 anos, morador da cidade satélite de São Sebastião. Ao chegar em Brasília logo sentiu falta do mar. A alternativa foi usar o lago, tomando banhos no piscinão do Lago Norte, na Ermida Dom Bosco ou na ponte Jk, um de seus espaços preferidos.

“Uso o lago para nadar, gosto de trazer a família, assar uma carne. A água é boa. Nunca tive problemas nadando aqui”, disse.

Ao seu lado, numa tarde brasiliense, o eletricista Joel Ferreira, que mora na Ceilândia, joga seu anzol no lago em busca de mais um Tucunaré. “Já peguei aqui até de dois quilos e meio”< conta, para espanto de Adriano.

“Aqui tem Tilápia, Bagre, Traíra, mas eu gosto é de pescar o Tucunaré. Sempre que tenho um tempo livre venho aqui pescar”, disse.

Joel, que nunca havia pescado em sua vida, começou com a prática há seis anos, após ler uma reportagem dando conta das espécies de peixe que vivem no lago. De lá para cá, não parou. Ele lamenta, contudo, a condição de alguns pontos do Paranoá. Segundo ele, há poluição e assoreamento.

“Há pontos em que não consigo mais pescar, está muito sujo. A população está jogando lixo. Tem também, em locais afastados, um pouco de violência. É preciso tomar cuidado”, alertou.

Fora a pesca, também é preciso ter atenção à prática da natação no lago. De acordo com o Corpo de Bombeiros, em 2010 foram registrados 57 casos de afogamento. Este ano, devido ao naufrágio do Imagination, já são 37.

O sub-tenete Ismael Araújo Santos alerta a população para os cuidados na hora do banho. Entre eles, não ingerir bebidas alcóolicas, não entrar na água para nadar logo depois de comer e respeitar seus limites.

“Tem gente que sai nadando no lago, achando que consegue até atravessar ele, mas, quando chega num determinado momento, perde a força. É preciso conhecer seus limites e tomar cuidado”, destacou.

Ele também aconselha a população que quer tomar banho a usar o Piscinão do Lago Norte, onde nos fins de semana há uma equipe de salva vidas vigiando o local.

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