Marzagão quer reduzir permanência de drogas na cadeia

O secretário da Segurança Pública de São Paulo, Ronaldo Marzagão, disse hoje em Botucatu, interior do Estado, que vai discutir com a Justiça e o Ministério Público medidas para reduzir o tempo de permanência de drogas e armas apreendidas em unidades policiais. A Secretaria também vai reforçar a segurança nessas unidades.

Agência Estado |

Ontem, criminosos invadiram a Delegacia de Entorpecentes (Dise) da cidade, roubaram drogas, armas e munição e explodiram o prédio. Segundo Marzagão, a lei determina que as provas materiais dos crimes sejam mantidas à disposição da Justiça até o encerramento do processo. Já se discute, no entanto, a possibilidade de guardar apenas amostras do material e, no caso das armas, mantê-las sob a custódia do Exército.

O secretário pretende acelerar essa discussão. Ele acredita que o bando invadiu a delegacia de Botucatu porque sabia da existência de armas e drogas. A unidade funcionava durante o dia e apenas ocasionalmente havia operações à noite e de madrugada. A central de alarme foi desligada pelos bandidos. Marzagão reconheceu que a unidade era vulnerável e vai rever as medidas de segurança. As mudanças serão válidas para todo o Estado. Ele disse que a identificação e a prisão dos criminosos é só uma questão de tempo. "Estamos todos empenhados nisso."

Marzagão esteve na cidade para dar apoio às investigações e providenciar a retomada das atividades da delegacia. O secretário inspecionou os trabalhos de remoção dos entulhos do prédio, iniciados pela prefeitura local. As paredes que ainda estavam em pé foram demolidas. Para Marzagão, o atentado contra a delegacia foi uma resposta à ação da Dise, que efetuou muitas prisões e grandes apreensões de drogas e armas. "O trabalho da polícia vai continuar, até com maior intensidade."

Acompanhado pelo delegado-geral da Polícia Civil, Maurício Lemos Freire, o secretário reuniu-se durante cerca de duas horas com os delegados da cidade e de Sorocaba. Com base nas informações recebidas, ele disse que não há evidências de tratar-se de uma ação do crime organizado, mas essa hipótese também será investigada. Os peritos do Instituto de Criminalística não encontraram vestígios de explosivos no local. Eles acreditam que os invasores espalharam gasolina para incendiar o prédio e não contavam com a explosão. Isso explicaria a razão de a caminhoneta usada na fuga também ser atingida pelos destroços da casa.

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