Marzagão: polícia inicia 6ª depoimentos sobre esquema

O secretário da Segurança Pública do Estado de São Paulo, Ronaldo Marzagão, disse hoje que a Corregedoria da Polícia Civil pretende ouvir a partir de sexta-feira envolvidos com um suposto esquema de venda de cargos na corporação, denunciado hoje pelo jornal O Estado de S. Paulo .

Agência Estado |

Após evento do governo do Estado no Palácio dos Bandeirantes, Marzagão explicou: "Pretendemos ouvir o advogado (Celso Valente) nesta sexta-feira, os investigadores na segunda e os delegados na terça".

O investigador da Polícia Civil Augusto Pena, preso desde o ano passado sob acusação de extorquir integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC), revelou aos promotores do Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crime Organizado (Gaeco) um vídeo que indica a existência de um esquema de venda de cargos e de sentenças em processos administrativos da polícia paulista.

O advogado Celso Valente, sócio do ex-secretário adjunto da Segurança Lauro Malheiros Neto, aparece no DVD explicando o negócio. Ele indica preços e condições de pagamento para seus serviços: um cargo no Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (Detran-SP) custaria de R$ 200 mil a R$ 300 mil e uma absolvição em processos administrativos, R$ 100 mil.

Marzagão disse desconhecer o vídeo, mas afirmou que um delegado da Corregedoria iria hoje à Gaeco buscar uma cópia do DVD. "Só aí poderemos tomar providências", afirmou. Segundo o secretário, a Corregedoria investiga desde 11 de fevereiro denúncias de corrupção policial feitas por Pena ao Ministério Público Estadual (MPE). Porém, a revelação do vídeo levou Marzagão a determinar a criação de uma força-tarefa para elucidar as suspeitas.

Questionado se sentia-se traído por Malheiros Neto, até então homem de sua confiança, Marzagão discorreu sobre a origem abonadora do ex-secretário adjunto. "Nunca soube nada (de ruim) a respeito de Lauro", disse. "Ele vem de uma família de juristas ilustres, portanto vamos aguardar o que mostram os fatos." O governador paulista, José Serra (PSDB), encerrou sua entrevista coletiva e deixou o evento antes mesmo que os repórteres pudessem perguntar sobre as denúncias na área da segurança. Marzagão imediatamente assumiu os microfones: "O assunto é comigo, não com ele."

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