Marta propõe baixar carga tributária no município de SP

A candidata da coligação Uma Nova Atitude para São Paulo (PT-PCdoB-PDT-PTN-PRB-PSB) à Prefeitura de São Paulo, Marta Suplicy, disse que, se for eleita, irá reduzir o Imposto sobre Serviços (ISS), mas não deu detalhes de como será feita a redução. Na área do ISS percebemos que é possível ter redução, se vai ser só nessa, ainda não temos batido o martelo, afirmou.

Agência Estado |

Marta, que em sua gestão como prefeita da capital chegou a ser apelidada de Martaxa, após criar taxas como a de lixo e da iluminação, se disse ser a única candidata que não criará tributos.

"A experiência me mostrou que, quando a gente mexe no bolso do eleitor, tem de ter cautela. A cidade está em outro momento. Acho que agora a gente pode pensar em diminuir a carga tributária, essa é a proposta que estou fazendo". A ex-ministra do Turismo fez as declarações durante o seminário "Gestão Pública - Reestruturando o Município de São Paulo", organizado por alunos de Direito da Fundação Armando Álvares Penteado (Faap), no campus da fundação, na zona oeste da cidade.

Durante seu discurso, Marta não perdeu a oportunidade de criticar a administração atual. Ela ressaltou que em sua gestão isentou um milhão de casas, avaliadas em até R$ 50 mil, de pagar o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), benefício que, segundo ela, foi reduzido por Kassab. Além disso, ela lamentou a situação da Guarda Civil Metropolitana (GCM). "A GCM deve ser uma aliada da prefeitura. Fico muito decepcionada. Agora a gente vê os guardas batendo nos cidadãos", destacou. Questionada sobre as acusações à CGM, ela se justificou dizendo que ouve essas reclamações dos moradores da periferia. "A guarda tem feito um trabalho de polícia, repressivo, e não preventivo, que é a sua função", declarou.

A candidata citou a região da Cracolândia e disse que nada foi feito para melhorar o espaço. "Deixamos o dinheiro, US$ 80 milhões do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento), para os projetos de mudança, inclusive da Cracolândia. Os projetos estavam todos aprovados. Mas não houve utilização do benefício. O pior é que a prefeitura paga multa por não utilizar esse dinheiro", disse. Marta lembrou que foi sua gestão que criou o Bilhete Único, "mesmo tendo de enfrentar a máfia do transporte". E se disse a favor do rodízio dos caminhões e da restrição aplicada a esses veículos durante o dia. "Mas é preciso planejamento. É preciso negociar e conhecer as necessidades de cada setor", disse, referindo-se aos problemas enfrentados por Kassab com a nova lei.

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