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Marta diz que eleição em SP é esquerda contra demos e tucanos

SÃO PAULO (Reuters) - Ao apresentar a coligação que irá apoiar sua candidatura à prefeitura de São Paulo, a pré-candidata do PT, Marta Suplicy, estabeleceu uma linha divisória entre as principais correntes políticas que disputam o cargo. São Paulo vai ser palco de uma disputa entre dois projetos: De um lado, as forças de esquerda com um projeto de inclusão social; de outro, demos e tucanos, não faz diferença, disse Marta.

Reuters |

A pré-candidata petista terá como principais adversários o ex-governador Geraldo Alckmin, pelo PSDB, e o atual prefeito Gilberto Kassab (DEM). Os dois partidos são aliados na prefeitura e no governo do Estado, mas estarão separados na eleição de outubro.

Marta criticou a atuação de Alckmin e Kassab na questão do transporte público, apontado como um dos principais problemas na vida do paulistano. A ex-ministra do Turismo disse que em 16 anos de atuação no governo do Estado, tucanos e democratas só fizeram 62 quilômetros de linhas de metrô, sendo apenas 2,5 km nos últimos dois anos.

Marta Suplicy governou o município de São Paulo de 2001 a 2004 e perdeu a reeleição para José Serra (PSDB), atual governador de São Paulo.

'Temos condições de retomar a cidade que não devia ter sido perdida como foi', afirmou em seu discurso.

O deputado federal e ex-presidente da Câmara, Aldo Rebelo (PCdoB), que abdicou da candidatura a prefeito para apoiar a coligação em torno de Marta, afirmou que houve empenho pessoal do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para a união dos partidos de esquerda.

'O presidente Lula fazia muito gosto no apoio das esquerdas em São Paulo, isso foi colocado a mim. No fim das contas era o desejo dessas forças (políticas)', disse ele.

A coligação de apoio a Marta, batizada de 'Uma nova atitude para São Paulo', é formada por PT, PCdoB, PSB, PDT, PRB e PTN.

Os partidos fazem suas convenções no fim de semana para ratificar o apoio.

Estavam presentes à cerimônia de apresentação da coligação os presidentes dos partidos que a integram, o ministro do Esporte, Orlando Silva (PCdoB), o senador Aloizio Mercadante (PT), o deputado federal José Genoíno (PT) e o também deputado Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força Sindical, que se afastou da presidência do PDT paulista após ser acusado de envolvimento no caso de desvio de recursos do BNDES.

Segundo Marta, a presença de Paulinho, que discursou no evento, não causou constrangimento, 'porque ninguém pode ser julgado antes da hora'. Aldo Rebelo foi na mesma linha e lembrou que os processos contra Paulinho estão sendo julgados no Conselho de Ética da Câmara (por quebra de decoro parlamentar) e no Supremo Tribunal Federal (em inquérito pelo suposto envolvimento no desvio de verbas do BNDES).

(Reportagem de Carmen Munari)

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