Marta deve antecipar saída de pasta para disputa em SP

Depois da decisão do ex-governador Orestes Quércia, que levou o PMDB a apoiar a candidatura à reeleição do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), a ministra do Turismo, Marta Suplicy (PT), deve antecipar sua entrada na disputa para maio. Em reunião realizada hoje com um time de 33 petistas, incluindo vereadores, deputados estaduais, federais, senadores e dirigentes do PT, Marta ouviu apelos para começar logo a campanha.

Agência Estado |

"Estou muito propensa a aceitar a candidatura", disse a ministra, ao sair do encontro. "Foi muito forte o apelo, porque mostrou todo o partido unido, principalmente no Estado de São Paulo. Isso me tocou profundamente", afirmou.

Embora Marta diga que tem até o dia 5 de junho para deixar o cargo - prazo estabelecido pela Lei Eleitoral -, tudo indica que ela anunciará a saída no próximo mês. Na prática, Marta já acertou tudo com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e sua campanha tem até marqueteiro: o publicitário João Santana, que hoje trabalha como consultor do Palácio do Planalto. O fracasso da tentativa de aliança com o PMDB, porém, fez o comando petista apelar para que a ministra assuma logo a candidatura.

Questionada sobre o apoio do PMDB a Kassab, que tem o aval do governador de São Paulo, José Serra (PSDB), Marta não passou recibo e procurou inverter a situação. "Eu acho que quem ficou numa situação mais desfavorável foi o Alckmin", respondeu a ministra, numa referência ao ex-governador Geraldo Alckmin, pré-candidato do PSDB à Prefeitura. "Ele ficou numa situação bastante delicada, eu diria, já que seu próprio partido articulou na direção contrária à sua candidatura."

A cúpula do PT tenta agora obter o apoio do chamado "bloquinho", composto pelo PSB, PCdoB e PDT, mas as negociações estão difíceis. Atualmente, a proximidade maior dos petistas é com o PR, do ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento. "Eu acho que o PMDB de São Paulo cometeu um grande erro político ao apoiar Kassab. Foi uma decisão casuística do PMDB, porque não corresponde ao que o partido está fazendo no plano nacional", comentou o vereador José Américo Dias, presidente do PT paulistano. O acordo firmado com Kassab prevê o lançamento de Quércia ao Senado, em 2010, numa aliança com o DEM.

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