A ex-ministra do Turismo Marta Suplicy saiu hoje em defesa da Contribuição Social para a Saúde (CSS) e rebateu críticas do ex-governador Geraldo Alckmin à articulação comandada pelo PT para aprovar a nova cobrança. Em entrevista à rádio CBN, Alckmin ironizou o fato de Marta ter dito que se arrepende de ter criado taxas quando era prefeita, sendo que seu partido trabalhou na esfera federal para dar origem a um novo tributo.

Ao rebater a declaração, Marta aproveitou para se queixar da política de transporte conduzida por Alckmin quando comandava o governo estadual. "Acho que a saúde precisa de auxílio. Será que ele nunca se arrependeu de nada? Nem do metrô?", devolveu a petista.

Utilizando o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), como exemplo, Marta disse que várias administrações estaduais foram favoráveis à cobrança. "Que eu saiba, o governador Serra e governadores de outros partidos apoiaram porque sabem da condição da saúde." Durante o dia, Marta não poupou críticas indiretas à gestão de Alckmin no governo, assim como à do atual prefeito Gilberto Kassab (DEM). Nos dois casos, afirmou, "faltou planejamento". Além disso, disse a petista, a atual gestão pôs fim a diversos programas inclusivos criados em seu governo. "Vi maldades sendo feitas em relação à pobreza", afirmou Marta, citando como exemplo restrições ao uso do bilhete único.

Depois de andar de ônibus ontem, Marta hoje fez uma viagem de metrô. Além disso, participou de dois fóruns com entidades sociais, um na zona sul e outro na zona leste da capital paulista. A presença de Marta no metrô surpreendeu até mesmo alguns usuários. "Já em campanha, Marta?", perguntou uma senhora que percorria o trajeto entre a estação Tatuapé e a Praça da Sé. Sempre com o cuidado de não pedir votos para não infringir a legislação eleitoral, a petista respondeu gentilmente que a campanha só é permitida por lei a partir do dia 6 de julho. "Estou fazendo uma reapropriação da cidade, estou apenas escutando", disse Marta.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.