Trincas e fissuras no teto e no chão, goteiras e infiltrações tornaram a marquise do Ibirapuera, na zona sul de São Paulo, um local arriscado aos usuários do parque, que recebe 120 mil pessoas aos fins de semana. A Prefeitura - que abriu processo de contratação para reformar a estrutura - e engenheiros afirmam que não há perigo de desabamento a curto prazo, mas quem passeia por lá está sujeito a acidentes como ser atingido pela queda de uma luminária, por exemplo, segundo o Instituto Brasileiro de Avaliações e Perícias de Engenharia de São Paulo (Ibape-SP).

Um área de 50 m², próximo ao parquinho infantil, foi interditada recentemente. No local, a marquise apresenta trincas e parte do acabamento já caiu. O concreto fica à mostra, sujeito às intempéries. Ontem, dia de chuva, a água escorria por inúmeras goteiras, inclusive através de uma luminária. A situação acelera a degradação do solo, que apresenta fissuras e buracos até mesmo nos remendos.

Situações que às vezes passam desapercebidas, mas que produzem risco real aos usuários - como as crianças de primeiro ano do ensino fundamental que faziam piquenique perto da área interditada e praticantes de esportes sobre rodas -, avalia a vice-presidente do Ibape-SP, Ana Maria de Biazzi Dias de Oliveira. “Não vai desabar, mas pedaços de argamassa podem se desprender (do teto), a luminária pode ter um curto-circuito e cair”, enumera, citando ainda tombos no chão molhado e falho. As informações são do Jornal da Tarde .

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