Marisa diz que CPI só do Senado não encerra CPI mista dos cartões

BRASÍLIA - A presidente da CPI mista dos Cartões Corporativos, senadora Marisa Serrano (PSDB-MS), declarou esta terça-feira que a iminente criação de uma CPI só do Senado sobre o mesmo assunto não irá mudar o roteiro de trabalho da comissão que preside. Mas Marisa admitiu que a CPI mista terminará ¿melancolicamente¿ se não aprofundar investigações.

Rodrigo Ledo ¿ Último Segundo/Santafé Idéias |

As afirmações de Marisa Serrano foram feitas pouco antes dos depoimentos das duas autoridades que irão depor na CPI mista nesta terça: o ministro-chefe do gabinete de Segurança Institucional da Presidência, general Félix Cardoso, e o ministro do Esporte, Orlando Cardoso.

Em nenhum momento vai ser mudado o roteiro em vista de outra CPI. Mas se nesta semana não tivermos novos fatos, se não votarmos novos requerimentos, é claro que a CPMI termina melancolicamente, porque não conseguimos fazer o que se propunha, que era conhecer os gastos do governo, e porque há tantos saques [com cartões], alegou a senadora tucana.

Orlando Silva será a primeira autoridade acusada de uso irregular dos cartões a prestar depoimento na CPMI e deve dar explicações sobre seus gastos, como o pagamento de uma tapioca no valor de R$ 8 em um restaurante de Brasília.

Antes de Orlando Silva, já está sendo ouvido o ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Jorge Armando Félix. Os parlamentares querem discutir a possibilidade de ter acesso aos dados considerados sigilosos sobre os gastos da Presidência da República. O general deve explicar os critérios de sigilo e dizer se a divulgação dos dados aos parlamentares pode prejudicar a segurança nacional.

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