Marinha recolhe despojos e destroços de acidente com AF 447

SÃO PAULO (Reuters) - Um navio da Marinha francesa recolheu nesta quarta-feira despojos mortais, destroços e bagagens do avião da Air France que caiu no oceano Atlântico no dia 31 de maio com 228 pessoas a bordo. Segundo o tenente-coronel Henry Munhoz, assessor de comunicação da Aeronáutica, não dá para quantificar os despojos encontrados a aproximadamente 950 quilômetros de Fernando de Noronha, local onde equipes brasileiras e estrangeiras fazem as buscas relacionadas ao acidente com o Airbus que fazia a rota Rio de Janeiro-Paris.

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"A gente utiliza o termo corpo quanto a gente tem realmente a percepção de que é um corpo, como aconteceu ontem. Agora, quando não temos essa precisão, a gente usa a expressão despojo", disse o tenente-coronel em entrevista coletiva no Recife.

Ele acrescentou que a Polícia Federal e a Polícia Civil de Pernambuco vão caracterizar se trata-se de um corpo ou de mais corpos.

Dos 50 corpos resgatados até agora, 49 já estão em Recife para o processo final de identificação, informaram a Marinha e a Aeronáutica.

Na sexta-feira chegarão ao Recife "expressiva quantidade de destroços e bagagens" que estão a bordo da corveta Caboclo. Esse material será transferido para os representantes da comissão de investigação francesa (BEA), responsável pela investigação do acidente.

Autoridades da França e do Brasil disseram nesta quarta-feira que peritos franceses estão participando como observadores nas autópsias realizadas no país, apesar da queixa de Paul-Louis Arslanian, chefe da investigação do acidente, de que um profissional francês teve acesso negado.

De acordo com as autoridades, a cooperação entre os dois países tem funcionado bem.

A Aeronáutica reafirmou que os trabalhos no local do acidente não têm previsão de término. Nesta quarta-feira, começaram as análises a cada dois dias sobre a continuidade das buscas.

"Não temos data para terminar as buscas. As datas que foram apresentadas (sobre as reuniões) foram relativas a suprimentos...para podermos identificar se estamos com todo o material necessário para que as operações continuem", disse Munhoz.

(Por Tatiana Ramil)

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