Marinha pede abertura de inquérito para apurar causas de acidente

RIO DE JANEIRO - A Capitania dos Portos do Rio de Janeiro pediu a abertura de inquérito administrativo para investigar as causas do acidente com um catamarã, que fazia a travessia Charitas (Niterói) e Praça XV (Rio de Janeiro). A embarcação foi atingida, na manhã desta quinta-feira (24), por uma onda de três metros de altura, que arrancou a porta do catamarã, o que acabou provocando a interdição do tráfego marítimo na Baía de Guanabara por uma hora.

Agência Brasil |

O comandante da Capitania dos Portos, o Capitão de Mar e Guerra Wilson Lima Filho, informou que o laudo irá sair em 90 dias. Ele avaliou, no entanto, que o acidente deve ter ocorrido devido às condições marítimas.

AFP
Banhista se arrisca em mar no RJ
Uma onda de três metros de altura na Baía de Guanabara é um fato inédito. Mas no mar surgem ondas repentinas. É imprevisível, disse o comandante. Felizmente a embarcação conseguiu atracar com segurança e apenas uma porta se rompeu.

Segundo a direção de Hidrografia e Navegação da Marinha, a ressaca que atinge as praias do Rio é provocada pela passagem de uma frente fria no oceano. O serviço de hidrografia informou ainda que a força do vento agitado pode provocar ondas de até três metros de altura.

O fenômeno, considerado normal pela Marinha, não tem relação com o tremor ocorrido na última terça-feira (22) e que teve o epicentro no oceano, a 220 metros da Costa de São Paulo. A previsão é que a ressaca continue até amanhã (25).

Mar agitado

O Grupamento Marítimo do Corpo de Bombeiros em Botafogo afirmou  que as ondas nas praias do município chegam a dois metros de altura. A corporação recomenda que as pessoas evitem entrar no mar nesta quinta-feira.

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