A senadora Kátia Abreu (DEM-TO), vice-presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), avaliou que a ministra demissionária Marina Silva criou um ambiente de incompatibilidade com o setor produtivo e o próprio governo em sua gestão à frente do Ministério do Meio Ambiente. A senadora considerou que a ministra colaborou para a ameaça de um novo apagão de energia elétrica, ao atrasar as licenças ambientais para as hidrelétricas do Rio Madeira, e trabalhou contra o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

"Em que pese a boa-fé da ministra, o viés ideológico prevaleceu e não houve condições de convívio dentro do governo", afirmou.

Quanto ao agronegócio, setor ao qual pertence a senadora, Kátia Abreu criticou o tratamento dado aos produtores que desmataram áreas e tiveram suas propriedades embargadas pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama). "Os produtores tiveram seu direito de propriedade ferido. Ao mesmo tempo, a ministra não resolveu a questão das áreas públicas de floresta que deveriam ser protegidas e são explorados por madeireiros ilegais".

A senadora acredita que o setor produtivo foi prejudicado na gestão Marina Silva, especialmente quando se trata de licenciamentos ambientais. "Tudo o que se exagera na proteção acaba levando ao crime. O tempo não espera. No caso do produtor rural, muitas vezes o licenciamento saía tarde demais. Isso tudo levou ao descumprimento da lei", afirmou. Abreu considera que o próximo ministro precisa simplificar a burocracia do ministério e dialogar mais com outros setores da sociedade.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.