Marina Silva diz que vai percorrer o País em campanha pela defesa do clima

BRASÍLIA ¿ A senadora recém-integrada ao PV, Marina Silva (AC), anunciou nesta quinta-feira em entrevista coletiva que irá intensificar a participação dela no Movimento ¿Brasil no Clima¿, que inclui caminhadas em municípios em todo o País.

Camila Campanerut, repórter em Brasília |

Agência Brasil
Marina fala durante sessão do Senado
A ex-ministra do Meio Ambiente engrossou o discurso em relação à postura do governo brasileiro nos encontros internacionais sobre Meio Ambiente.  Havia uma expectativa muito grande de sua participação pela opinião pública internacional. Mas, diante de todas as possibilidades de fazermos a diferença nesse processo, acho que foi bastante frustrante, avaliou.

A próxima batalha, segundo a senadora, é chegar ao encontro mundial em Copenhague, na Dinamarca, em dezembro deste ano, com propostas concretas do País para impedir o aquecimento global.  O Brasil espera que a presença de líderes como algo efetivo, que até agora está aquém do esperado, afirmou.

As emissões globais de gases de efeito estufa aumentaram de 1994 a 2005, aproximadamente 1,5% ao ano. No caso brasileiro, o País é reconhecido como o quarto maior emissor de gases de efeito estufa do mundo.

Acompanhada do presidente do Partido Verde do Rio de Janeiro, Alfredo Sirkis, Marina indicou que o pontapé inicial do projeto será uma caminhada, no próximo domingo (27), na cidade carioca, às 11h da manhã, pela orla do Leblon ao Leme. 

Propostas

Apesar do petróleo do pré-sal ser o foco das discussões no momento, Marina Silva criticou a falta de investimento efetivo por parte do governo federal em fontes mais seguras, limpas e renováveis de energia como a eólica, a biomassa e a hidrelétrica.  

Não há como separar o pré-sal que faz parte de tudo isso. Já que essa fonte de energia ainda é uma necessidade pela nossa impossibilidade de substituí-la, disse a senadora.

Entre as propostas do movimento verde, está uma moratória na construção de novas termoelétricas a carvão e a adoção de regras de neutralização de carbono a siderúrgicas e outras indústrias.

A parlamentar avalia que o comprometimento em cumprir as metas de redução devem ser tanto por países desenvolvidos quanto por aqueles em desenvolvimento, como Brasil, China e Índia. 

Confusões com Minc

Questionada sobre o bate boca de baixo nível entre governador do Mato Grosso do Sul, André Puccinelli (PMDB), e o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, Marina Silva se solidarizou com seu sucessor no pasta.

As pessoas estão confundindo divergências com ofensas. O Minc tem minha solidariedade contra essas ofensas descabidas, pondera.  E a senadora complementa: mas, responder na mesma moeda o transforma naquilo que critica.

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