A senadora Marina Silva (PV-AC) confirmou nesta quinta-feira o empresário Guilherme Leal, presidente da Natura, como provável candidato à vice de sua chapa para as eleições presidenciais. ¿Há o desejo de ambas as partes, do PV e de grande parte do empresariado brasileiro¿, disse em uma entrevista coletiva em Porto Alegre. Marina está na cidade para atividades do Fórum Social Mundial.

Leal disse que a confirmação da chapa passará por um processo de amadurecimento, como a composição de outras candidaturas, que assim como a de Marina, ainda não anunciaram formalmente os vices.

AE
Marina Silva durante palestra em Porto Alegre
Quando me filiei foi um gesto político. Tinha o significado de que estou a serviço do movimento que a Marina está promovendo. Os desejos, as disponibilidades políticas estão colocadas, precisam ser amadurecidas, afirmou o empresário.

Segundo Marina, Leal é um empresário que discutia e se preocupava com a sustentabilidade quando o tema ainda não era moda.

A senadora e pré-candidata à Presidência da República minimizou o anúncio do Psol de que não apoiará oficialmente sua candidatura e reafirmou que, apesar da ausência de aliança, vai apoiar a candidatura de Heloísa Helena para o Senado Federal por Alagoas.

Agência Brasil
Guilherme Leal, presidente da Natura
Marina também evitou polemizar sobre o apoio que o candidato do PV à prefeitura do Rio de Janeiro nas eleições de 2008, Fernando Gabeira, recebeu do PSDB e do DEM. São questões regionais.

A senadora  afirmou que como todos os pré-candidatos ainda não definiu uma plataforma de governo, mas que suas propostas deverão reconhecer e manter avanços das duas gestões anteriores, a do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e a do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Em relação às críticas sobre a pouca experiência como gestora, Marina lembrou os mais de cinco anos à frente do Ministério do Meio Ambiente e disse que o debate não pode ser reduzido a esse aspecto.

Governar um país vai além da gestão. Se bastasse um técnico, com certeza o Lula nunca teria sido presidente, porque ele não tinha experiência de gestão, lembrou.

Conversas com o Psol

Marina Silva afirmou na quarta-feira que mesmo sem conseguir viabilizar uma aliança com o Psol os dois partidos devem continuar conversando informalmente.  Marina citou que havia "um desejo muito forte" dela e de Heloísa Helena para confirmar a aliança, mas também afirmou que os dois partidos sabiam das dificuldades para obter o acordo.

Conforme a pré-candidata, PV e Psol têm diferenças de visão ideológica e programática. "Era um processo de diálogo que nós sabíamos que era muito difícil", constatou. "O fato de não ter aliança formal não significa que informalmente não vamos continuar conversando." O Psol decidiu lançar candidato próprio ao Palácio do Planalto. Heloísa Helena defendia apoio a Marina, mas sem aliança por causa da opção do PV de se unir ao PSDB em alguns Estados.

Como o PV tem pouco tempo de televisão, a senadora considerou que a chance de obter um desempenho adequado na eleição é "preservar as conquistas de 16 anos (numa referência aos governos Luiz Inácio Lula da Silva e Fernando Henrique Cardoso), apontar novos rumos e não ficarmos presos a uma disputa entre passados". Questionada sobre que marcas do governo Lula poderá destacar na campanha presidencial, Marina respondeu que tem ressaltado o que é consenso na sociedade brasileira, que são as conquistas sociais.

*Com informações da Agência Estado e Agência Brasil

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