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Marina faz maratona para se apresentar ao eleitor

Em busca de se tornar mais conhecida da população, e dos eleitores, a senadora e pré-candidata à Presidência da República, Marina Silva (PV-AC), está intensificando suas aparições em programas de televisão e rádio, como já tinham previsto os estrategistas de sua campanha. Nos próximos dias a pré-candidata vai aparecer em pelo menos quatro programas, dois deles de apelo popular.

Agência Estado |

Hoje, Marina gravou participação no "Programa do Ratinho", do SBT, que vai ao ar amanhã, às 18 horas. Ainda na sexta-feira, às 10 horas, ela participa do programa de Lucia Hippolito, na rádio CBN do Rio de Janeiro. No sábado, a senadora aparece no "Show da Gente", do cantor e apresentador Netinho, também do SBT, às 16 horas. Por fim, no domingo, a pré-candidata aparece no programa "É notícia", do jornalista Kennedy Alencar, na Rede TV.

Mesmo após enfrentar grandes polêmicas, como a da aprovação do plantio de transgênicos, na época em que foi ministra do Meio Ambiente, e da grande exposição quando saiu do PT após quase 30 anos de militância no partido, Marina Silva é praticamente desconhecida da população. Segundo a mais recente pesquisa Ibope, divulgada na semana passada, Marina é a pré-candidata menos conhecida entre os eleitores: 31% deles disseram nunca ter ouvido falar da senadora. Outros 40% apenas ouviram falar. Pesquisa encomendada pelo PV apresentou resultados similares.

Luciano Zica, um dos coordenadores da campanha de Marina, disse que a partir do início de março ela iniciará uma série de viagens de final de semana, começando pelas cidades mais importantes da região Sul. Depois, será a vez do Nordeste, Norte e Centro-Oeste.

Maratona

Em um depoimento de oito minutos no "Programa do Ratinho", Marina contou um pouco de sua vida, o início como seringueira, a participação no movimento sindical ao lado do ambientalista Chico Mendes, sua passagem pelo Ministério do Meio Ambiente e sua posterior saída do PT. Disse que manterá o Bolsa-Família, mas que o programa será aprimorado para "que as pessoas busquem outra opção de renda".

Já na entrevista de uma hora concedida ao jornalista Kennedy Alencar, Marina foi inquirida a respeito de vários assuntos, de economia a transgênicos. Nos mais polêmicos, como a legalização do aborto, a ditadura em Cuba e a redução da carga de trabalho semanal para 40 horas, a senadora se esquivou de emitir uma opinião direta.

Em questões macroeconômicas, a pré-candidata mostrou estar alinhada às políticas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Defendeu o controle da inflação, o câmbio flutuante e a meta de superávit primário. "Sem isso não teríamos atravessado a crise...Ninguém vai fazer aventuras nessas questões", disse, mas ressaltou que os investimentos têm de ser incrementados.

No mesmo programa, Marina também voltou a defender o que ela chama de "realinhamento histórico" entre os principais partidos do País e disse não ter problemas, se for eleita, a compor o governo "com os melhores nomes do PT e do PSDB, mas sem ficar refém do fisiologismo". A senadora preferiu não criticar seus potenciais adversários na corrida à Presidência e disse que tanto o governador de São Paulo, José Serra, como o deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE) e a ministra Dilma Rousseff (PT) "são pessoas competentes que deram sua contribuição ao Brasil".

Questionada sobre qual seriam as pessoas mais importantes de sua vida, Marina colocou lado a lado o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ambientalista Chico Mendes, assassinado em 1988.

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